Ando pensando muito sobre o arrependimento, no dicionário Aurélio arrepender-se aparece como: 1.Sentir mágoa ou pesar por falta ou erro cometido 2. mudar de procedimento, de parecer.
Às vezes me pergunto, será que me arrependo de algo na minha vida? Quando penso sobre isso outra pergunta me vem, mas o que é arrependimento? Seria aquela pergunta, se vc voltasse no tempo vc faria isso de novo? Bem, eu não posso voltar no tempo e sei que sou resultado de tudo o que passei, inclusive dos meus erros, assim, se o arrependimento for responder a essa pergunta então não me arrependo de nada, porque não voltaria no tempo e sinto certo temor em imaginar o que eu seria se eu voltasse e apagasse meus “erros”, talvez eu cometesse outros maiores ou seria uma pessoa mimada e incompleta. Então, já sei, talvez arrependimento seja outra pergunta, mesmo vc tendo errado como errou no passado, isso te ensinou algo? Porque se sim então vc não tem do que se arrepender. Essa segunda “definição” me deixa mais feliz, porque embora eu tenha cometido vários erros sei que cresci com eles, nossos erros também formam nosso caráter e de alguma forma eles me moldaram para que eu pudesse ser o que sou hoje, e como já disse nesse blog, tô muito feliz em ser o que sou (sempre temos ajustes aqui e ali mas a base está muito sólida e feliz, obrigada). Então, embora eu pense em alguns grandes feitos ou desfeitos na minha vida, como ter me casado sem ter morado sozinha antes, ou ter largado a faculdade de teatro, ou não ter feito um curso de cinema, ter abandonado minha carreira e ter ido morar em outro país e tantas outras questões e momentos que passei e que poderiam ter mudado o curso da minha vida. Para todas essas questões eu lanço as perguntas acima e afirmo que não posso voltar no passado e mudar o rumo do meu presente (e fico feliz com isso, não muito pelo meu passado mas muito pelo meu presente), como aprendi com meus erros gosto de pensar neles como algo produtivo, então, concluo que não me arrependo do que passou. Mas, conheço algumas pessoas que ficaram entregues ao “elo perdido do tempo”. São pessoas, e algumas delas me assustam profundamente, que vivem o hoje arrependidas porque em algum momento deveriam ter pegado a entrada da vida à esquerda e pegaram à direita e assim, passam a vida pensando no caminho que não pegaram, e vivem como o Aurélio definiu “sentindo mágoa por falta ou erro cometido” ou em resumo, arrependidas.
Mas, fora os grandes arrependimentos que podem roubar nossas vidas e destruir nosso presente, há o arrependimento nosso de cada dia, nos arrependemos de várias coisas: por ter falado demais ou de menos, por ter comprado alguma coisa fora da hora, por ter ido a algum lugar, por ter nos omitido. Estamos cercados de oportunidades que podem nos levar ao arrependimento. Eu sou uma pessoa que sofro de um arrependimento específico, me arrependo quando falo de mim para outras pessoas, assim, muitas, inúmeras, incontáveis vezes me arrependo quando falo sobre minhas questões pessoais (conflitos, dúvidas e desabafos a cerca da minha vida privada), desenvolvi (não sei ao certo quando e nem porquê, embora tenha alguma idéia do porquê) uma espécie de “síndrome da desconfiança humana” e por muito tempo meu terapeuta foi a única pessoa que sabia algo sobre mim e veja bem, minha situação era muito confortável porque caso ele me “traísse” - leia-se, contasse sobre o que eu falei pra ele para outra pessoa - ele estaria quebrando uma conduta médica e assim e só por isso eu me sentia segura em falar sobre mim, sobre minhas decepções, minhas dúvidas, minhas dores e minhas crises. Como nenhum amigo tem sobre si a conduta ética de um profissional de psicologia então, não me sinto a vontade em dividir minhas crises com quase ninguém, são pra poucas, muito poucas, posso te assegurar que pra pouquíssimas pessoas que eu conto a minha vida e feliz ou infelizmente tenho a tendência em criar piadas sobre as minhas crises, meu terapeuta dizia que era um mecanismo de defesa para que as pessoas não me levassem a sério e não sentissem pena de mim (realmente a pena é um sentimento que abomino), mas, ao mesmo tempo eu acabava banalizando minhas decepções e minhas dores, enfim, papo de terapeuta. Talvez por essa razão eu tenha sido uma pessoa com muitos grupos, muitos colegas e poucos amigos. Embora esse blog exista eu sou Alice, não dou nome aos bois, posto apenas o que quero e as pessoas que conhecem a minha identidade secreta e que leem esse blog (o que acredito que deva se resumir a ninguém kkkkkk) sabem que eu não comento o que escrevo.
Pois bem, recentemente, falei sobre mim (talvez porque não esteja fazendo terapia) e sobre algo que me afligia para algumas pessoas (pra ser mais exata para 2 pessoas) e isso me angustiou e fiquei, como define o Aurélio, “magoada por uma falta cometida” ou... arrependida. São pessoas que possuem um pouco de mim, sabem da minha fragilidade, carregam meu ponto fraco (aquele que pode me envergonhar e me constranger). Não estou dizendo que essas pessoas vão falar de mim, me julgar ou contar para outras pessoas o que eu as confiei em sigilo, elas podem até fazer isso, mas sinceramente pra mim pouco importa, acho que Deus me capacitou para ser imune ao que as pessoas possam estar ou estejam falando ao meu respeito, mas o simples fato deu ter falado sobre mim dá a elas o poder de carregarem um pouco de mim e isso me fragiliza e me arrependo, “não devia ter confiado algo tão pessoal, tão importante sobre mim a ninguém. ERREI”, assim é o meu pensamento. Posso até ter crescido ouvindo outra opinião que não apenas a minha, mas, mesmo assim ainda acho que o prejuízo é maior que o benefício. Sei que estamos aqui para nos ajudar e nos apoiar mas a prática me mostrou que algumas “ajudas” podem cair como bombas e calculando o risco acho que errei, sempre acho que erro e sempre acabo me arrependendo.
Porém, algo mudou em mim, eu descobri que junto com o arrependimento existe o perdão, e essa é uma descoberta nova, é uma descoberta cristã. Descobri da pior forma possível, fiquei quase 15 anos sem falar com o meu pai após uma briga que faria qualquer novela das oito parecer comédia e assim demorei mais de uma década para me arrepender e o fiz quando um dia entendi o perdão - ouvi a palavra do Pastor Fadi em um culto sobre o tema (leia O massacre da serra elétrica – O terceiro culto), ouvindo a palavra de Deus ministrada pelo pastor pude entender o que era o perdão e nessa hora me arrependi por ter tido a atitude que eu tive - demorei 14 anos para me arrepender porque eu guardava esse fato tão cuidadosamente arquivado em um canto obscuro do meu ser que o acesso ao arrependimento era muito complicado, aliás, seria praticamente impossível se o pastor Fadi não tivesse feito o favor de detonar a fechadura do arquivo morto que eu guardava em mim. Uma vez arrependida eu precisava perdoar e ter o perdão do meu pai, tá achando fácil? Não é, foram anos sem contato algum, foram anos de sentimentos doídos e mágoa profunda, foi difícil pacas, mas rompi com a dor, com a vergonha, com a amargura e com um monte de sentimentos e razões que me impediam de buscar o perdão e o fiz, e como disse o pastor Fadi “o perdão não é um ato emocional é um ato de convicção. O perdão não muda o passado, mas pode mudar o futuro”. Meu pai e eu não nos encontramos emocionados, não nos abraçamos e choramos e nem vomitamos nossas mágoas e acusações, eu enviei um e-mail para ele (talvez vomitando algumas mágoas e acusações, mas também pedindo perdão e o perdoando), obtive a resposta e depois de umas semanas nos encontramos e não foi um encontro emocional, mas foi um encontro pacífico e pacificador, voltei a ter um pai depois de tantos anos e dei às minhas filhas um avô. Agora, se eu consegui queridos TODOS conseguem, creiam.... eu não estava só e sabia disso, havia o Deus pai, o Deus filho e o Deus Espírito Santo e Eles estavam comigo desde o meu arrependimento até o meu perdão. Agora fico pensando se eu só tivesse me arrependido e não tivesse buscado o perdão. Talvez isso me consumisse de forma lenta e dolorosa me resumindo a uma morta viva e sem querer aterrorizar muito mas conheço algumas pessoas “mortas-vivas” que não conseguiram superar a vergonha (que é muita já te digo), o medo (eu às vezes pensava – e se meu pai não me perdoar ou não aceitar o meu perdão?), as dores do passado, a mágoa e tudo mais que vem no pacote do arrependimento e ficaram só nisso, essas pessoas ficaram amargas, frias e mortas porque não buscaram o perdão.
Assim que entramos em contato com o arrependimento precisamos entrar em contato com o perdão, algumas vezes precisamos pedir e receber o perdão de alguém (como foi com o meu pai), outras vezes nosso perdão é silencioso e é fruto do nosso arrependimento diante dos nossos atos, vontades, fraquezas, pecados e caminhos errados (e escute bem não viva nos caminhos que vc não pegou, esse caminho não existe, não terá volta, então se arrependa de não tê-lo pego quando poderia e busque se perdoar por isso). Temos para nós que o arrependimento é um momento de fraqueza, de dor, de perda, de mágoa, isso é verdade se ele ficar apenas no arrependimento e acredite, um arrependimento pode ser devastador em sua vida se ele não vier acompanhado do perdão, o arrependimento por si só é terrível, é implacável e avassalador, pode destruir sua vida e a vida de todos que te cercam. Mas, ao mesmo tempo Cristo pediu nosso arrependimento, “Arrependei-vos” Ele falou. Quando nos arrependemos nos prostramos diante Dele, porque percebemos que somos falhos, fracos, burros, medíocres e que precisamos do Seu perdão, por isso, pessoas que nunca se arrependem de nada me assustam tanto, por isso, pessoas que estão sempre certas sobre tudo são pessoas tão arrogantes, são pessoas que perderam a oportunidade de se prostrarem diante de Deus e de mostrar a Ele suas fraquezas e vergonhas, perderam o momento de total nudez e entrega a Deus. O arrependimento é aquela hora em que pensamos “errei”, “vacilei”, “pequei”, podemos parar por aí, eu fazia isso e vou te dizer, é terrível, precisamos passar pelo arrependimento mas precisamos acima de tudo buscar o perdão. Quando buscamos o perdão estamos dispostos a superar nosso arrependimento, a entregá-lo a Deus e a ter aquela conversa franca e sincera com Ele. Já me arrependi da minha vida antes da minha conversão e estou em paz com o meu passado porque passei pelo perdão e estou livre daquele arrependimento que poderia me acusar e me ferir para sempre e tá na cara que eu não sou mais o que era no passado e tá na cara que eu não faço mais as coisas que eu fazia antes, isso porque meu arrependimento foi verdadeiro e porque o perdão me libertou, ao contrário do arrependimento que sozinho, sem o perdão, poderia ter me aprisionado.
O mesmo aconteceu recentemente quando me arrependi de ter falado sobre mim para algumas pessoas, por um momento fiquei furiosa comigo mesma, arrependida, perturbada, magoada, mas fechei a porta atrás de mim e no meu silêncio conversei com o Espírito Santo mais ou menos assim:
– Querido Espírito Santo, estou arrependida, estou envergonhada, com raiva, com medo e confusa. Quero te pedir perdão por não ter sido sábia o suficiente e pedir a sua proteção e sabedoria. Que eu possa ser invadida pela Sua presença e que palavras só saiam de mim se forem aprovadas por ti. Perdoa-me, perdão, perdão.
Essas palavras me trouxeram paz e pude sentir o perdão de Deus sobre minha vida e senti o Seu amor. Por um segundo até pensei que talvez chegando ao céu Ele ainda vá me dizer “que drama heim mocinha, tudo bem falar de si para os outros” kkkkkkkkkkkkk
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,” Atos 3:19
Só o arrependimento pode nos levar ao perdão e só o perdão pode apagar nossos pecados e só assim alcançamos a verdadeira paz.
Tive uma experiência de conversão e sinto minha fé renovada. Esse blog não pretende: convencer ninguém a nada; converter ninguém a religião alguma. Não leia se vc acredita que só existe o seu Deus ou se vc só acredita na sua religião. Leia: quem assim como eu tenha decidido mudar de religião e que esteja assustada e com dúvida. Mas, esse blog serve de fato para que eu possa registrar meu caminho ao longo do ano de 2010 e para que eu possa observar o que aconteceu comigo e com a minha fé.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Ficou claro?
Terminei de ler “Bom dia, Espírito Santo”, acho que é um livro que dispensa apresentações no mundo gospel, eu, no entanto, não tinha a menor ideia sobre a sua existência até que me recomendaram a leitura, e que leitura....
Mas, no finalzinho dele uma frase saltou do livro e colocou o dedo indicador na minha cara e é sobre essa frase que escrevo esse texto.
“O Espírito Santo fará a obra. Não é a minha força, mas a Dele. Caso contrário, eu me gabaria dos meus próprios feitos”
Essa frase ficou ecoando em mim e me questionei, será que tenho me gabado dos meus feitos no blog? Tenho claro como água nascente que não, tá claro pra mim e quero que fique claro para vc (seja lá quem e se vc de fato existe. Às vezes tenho a certeza quase absoluta, e o quase é só porque costumo ser uma pessoa positiva, de que escrevo apenas para mim) que tudo o que escrevo e sinto não são fruto da minha força, mas da obra do Espírito Santo que habita em mim. Eu jamais seria o que sou hoje sem Ele, eu jamais poderia escrever, sentir e ser o que sou hoje sem Ele. O Espirito Santo é meu tudo. A Ele toda honra e toda Glória, Deus é para mim tão verdadeiro, tão real quanto a minha ou a sua existência, que aliás não aconteceriam sem a Sua permissão, sem a Sua vontade. Tudo em minha vida é vontade de Deus, o que acontece não é pela força do meu braço ou do meu intelecto (que muitas vezes é bastante loiro – sem ofensas garotas trata-se de uma forma de expressão), mas pela vontade divina, se Ele quer algo, esse algo acontece no tempo e do jeito Dele, ao passo que se Ele não quer não acontecerá mesmo que eu não entenda o porquê. Estou em paz com a minha existência porque há um Deus vivo em mim e em tudo o que faço e sou.
Dito isso também quero registrar que há outra frase, ou melhor passagem bíblica que tem também me acompanhado, é do Salmo 139 e ela expressa o que eu disse acima, ela diz “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado. Maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem”
Mas, no finalzinho dele uma frase saltou do livro e colocou o dedo indicador na minha cara e é sobre essa frase que escrevo esse texto.
“O Espírito Santo fará a obra. Não é a minha força, mas a Dele. Caso contrário, eu me gabaria dos meus próprios feitos”
Essa frase ficou ecoando em mim e me questionei, será que tenho me gabado dos meus feitos no blog? Tenho claro como água nascente que não, tá claro pra mim e quero que fique claro para vc (seja lá quem e se vc de fato existe. Às vezes tenho a certeza quase absoluta, e o quase é só porque costumo ser uma pessoa positiva, de que escrevo apenas para mim) que tudo o que escrevo e sinto não são fruto da minha força, mas da obra do Espírito Santo que habita em mim. Eu jamais seria o que sou hoje sem Ele, eu jamais poderia escrever, sentir e ser o que sou hoje sem Ele. O Espirito Santo é meu tudo. A Ele toda honra e toda Glória, Deus é para mim tão verdadeiro, tão real quanto a minha ou a sua existência, que aliás não aconteceriam sem a Sua permissão, sem a Sua vontade. Tudo em minha vida é vontade de Deus, o que acontece não é pela força do meu braço ou do meu intelecto (que muitas vezes é bastante loiro – sem ofensas garotas trata-se de uma forma de expressão), mas pela vontade divina, se Ele quer algo, esse algo acontece no tempo e do jeito Dele, ao passo que se Ele não quer não acontecerá mesmo que eu não entenda o porquê. Estou em paz com a minha existência porque há um Deus vivo em mim e em tudo o que faço e sou.
Dito isso também quero registrar que há outra frase, ou melhor passagem bíblica que tem também me acompanhado, é do Salmo 139 e ela expressa o que eu disse acima, ela diz “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado. Maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem”
Leões – O 29º culto
Não há como pensar em leões e não pensar em Daniel e foi sobre Daniel na cova dos leões o tema do culto que vou postar. Ele foi ministrado no dia 15/07 pelo Diácono Reuel, honestamente falando não sei o que é um diácono, acredito que deva ser alguém que está se preparando para ser pastor.
Lemos Daniel 6: 8,17 e Reuel falou mais ou menos assim:
“Daniel foi um homem importante, ele viveu em 3 impérios, ele conheceu reis e conviveu em palácios, mas também foi um homem de oração e manteve seu coração humilde. Nosso desafio é saber viver nossos períodos de covas, onde estaremos junto com leões famintos, para isso precisamos ter em mente 3 momentos.
1) Antes da cova. Lembre-se que antes da cova Daniel orava, ele sempre orou, ele sempre esteve com Deus. Existia uma história de vida de Daniel com Deus, Daniel não se contaminava com o que via ou ouvia, ele se mantinha fiel a Deus. Precisamos fazer o mesmo, precisamos dobrar nossos joelhos e orar, precisamos nos alimentar da palavra de Deus, precisamos nos manter livres do pecado, precisamos evitar nossa contaminação (nessa hora pensei na murmuração, mentira, intriga, confusões e tudo o mais que nos contamina e em como é difícil não nos contaminarmos, acho mesmo que chega a ser impossível, mas precisamos tentar e nos atentar a essa contaminação, caso contrário ela passa a ser cotidiana, banal e sua prática passa a ser parte de nós, lembrem-se, o meu maior inimigo sou eu mesmo)
2) Dentro da cova. Nada pode te tocar, o mal não prevalecerá sobre sua vida, Deus tem uma promessa para nós, Ele fechará a boca do devorador, não tenha medo. Descanse no Senhor, não temas. (ok, ok, pausa.... estar dentro de uma cova com leões famintos e não ter medo é algo confuso para minha pobre cabecinha... mas é o que precisamos fazer. Já postei sobre o que o medo pode fazer conosco e o mal que ele trás para nossas vidas. Digo isso com autoridade porque vivi muito tempo sobre a influência nefasta do medo. Todos nós temos medo e creio que Daniel também teve o seu momento de medo, mas ele não deixou que isso o impedisse de crer em Deus e nos Seus propósitos. Nós também precisamos crer em Deus e nos seus propósitos e pode ficar mais fácil entender os leões se pensarmos que estamos rodeados deles no nosso dia-a-dia, que estar na cova é momentâneo e nem sempre precisamos estar no fundo dela para convivermos com leões devoradores de gente, que ver? Eu convivo com vários famigerados leões todos os dias: o leão da falta de dinheiro – esse leão é robusto, forte, cheio de energia, ele fica rondando vc, te testando, querendo saber até quando vc vai aguentar pacificamente ou terá um ataque de desespero e ele te devorará, assim, ele te devora e vc ainda fica com a sensação de que o ataque foi culpa sua, afinal, se vc tivesse ficado quietinha ele não teria te atacado; o leão da tristeza – e porque não da depressão? Quem já passou por uma depressão severa como eu sabe que esse é um leão muito feroz e que ao contrário do leão da falta de dinheiro ele não avisa que está lá, ele é o leão do ataque sorrateiro, aquele que fica na moita te olhando, te espreitando, chegando de mansinho, mas que pode estar pronto para te dar o bote a qualquer momento; o leão da solidão - a mocinha aqui está mais pra 40 do que pra 30 e às vezes esse leão é bastante assustador, ele fica lá como que lixando a unha e olhando o relógio, esperando a hora passar pra te devorar, ele se delicia ao te ver correndo de um lado para outro, de um salão para outro de uma cirurgia para outra, de uma relação para outra, ele pode te torturar, mas ele só vai te atacar na hora certa quando vc estiver bem gordinha e pronta para o abate; o leão da mentira – que parece um leão inofensivo mas na verdade é só impressão porque ele é um leão muito faminto, acredite nisso, é o típico leão de circo, que vc acha que já o domesticou, que mantendo ele alimentado nada vai acontecer, até o dia que ele te ataca do nada, sem explicações e sem aviso prévio; o leão do fracasso – esse é um leão muito conhecido das mães e anda junto com o leão da culpa, um leão puxa o outro e os dois ficam brincando com a presa antes de devorá-la, quem cria filhos sabe que esses leõezinhos podem parecer filhotes inofensivos que estão só brincando, mas podem ser implacáveis e cruéis quando pensamos em como estamos educando nossos filhos, se estamos fazendo o certo ou se podemos fazer melhor, se erramos mais que acertamos e em como nossos erros estão sendo digeridos por nossos filhos, mães do mundo todo, tenham cuidado com esses leõezinhos, tenham respeito por eles e não deixem eles brincarem com vcs; o leão da frustração – é aquele leão velho, magro e triste que vc pensa que é inofensivo e quase tem pena dele, mas ele ainda guarda aquele sopro de fúria animal que pode te matar em segundos. Xiiiiiiiiii, são muitos leões, pense um pouco e vc verá. Quantos outros leões convivemos todos os dias? Dentro de nossas casas? Em nossos trabalhos? Na igreja? Em nossos relacionamento? Eu poderia escrever um blog só sobre leões e em como eles podem nos destruir em segundos, mas, ao contrário disso o que vou fazer é te contar uma ótima notícia: os leões não irão nos devorar, ao contrário, irão fugir de nós. Seremos caçadores implacáveis dos nossos leões, até o mais feroz dos ferozes foge diante de um caçador destemido e temos a arma mais poderosa que qualquer espingarda, temos a palavra de Deus, temos o amor de Deus, temos fé e cremos no Deus do impossível, nenhum leão pode nos tocar, nenhum leão nos machucará CREIA. Algumas pessoas ao contrário disso, alimentam os leões, conversam com eles, convivem com eles como se fossem quase animais domésticos, se apegam aos leões de tal maneira que já não vivem sem eles e aí eu volto ao culto onde deixamos o Reuel falando sobre Depois da cova, vamos ouvi-lo)
3) Depois da cova. É preciso sair da cova, vc precisa ter em mente que sairá ileso da cova. Algumas pessoas fazem morada na cova (ou alimentam seus leões, pensei eu), não podemos. Precisamos sair da cova, essa é uma hora muito importante porque quando saímos de lá passamos a ser sobreviventes, passamos a ser testemunhas do poder de Deus. Nossos inimigos serão aniquilados, serão consumidos. Saímos da cova mais fortes do que entramos, saímos da cova melhores do que entramos nela. O dia da saída é o dia do Júbilo, da Glória e do poder de Deus. (Não importa quão funda é a sua cova e nem quão famintos sejam os leões que te cercam, nada é maior que Deus em vc. Uruuuuuu, GLÓRIA A DEUS)
"Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniel do poder dos leões." Daniel 6:27
Lemos Daniel 6: 8,17 e Reuel falou mais ou menos assim:
“Daniel foi um homem importante, ele viveu em 3 impérios, ele conheceu reis e conviveu em palácios, mas também foi um homem de oração e manteve seu coração humilde. Nosso desafio é saber viver nossos períodos de covas, onde estaremos junto com leões famintos, para isso precisamos ter em mente 3 momentos.
1) Antes da cova. Lembre-se que antes da cova Daniel orava, ele sempre orou, ele sempre esteve com Deus. Existia uma história de vida de Daniel com Deus, Daniel não se contaminava com o que via ou ouvia, ele se mantinha fiel a Deus. Precisamos fazer o mesmo, precisamos dobrar nossos joelhos e orar, precisamos nos alimentar da palavra de Deus, precisamos nos manter livres do pecado, precisamos evitar nossa contaminação (nessa hora pensei na murmuração, mentira, intriga, confusões e tudo o mais que nos contamina e em como é difícil não nos contaminarmos, acho mesmo que chega a ser impossível, mas precisamos tentar e nos atentar a essa contaminação, caso contrário ela passa a ser cotidiana, banal e sua prática passa a ser parte de nós, lembrem-se, o meu maior inimigo sou eu mesmo)
2) Dentro da cova. Nada pode te tocar, o mal não prevalecerá sobre sua vida, Deus tem uma promessa para nós, Ele fechará a boca do devorador, não tenha medo. Descanse no Senhor, não temas. (ok, ok, pausa.... estar dentro de uma cova com leões famintos e não ter medo é algo confuso para minha pobre cabecinha... mas é o que precisamos fazer. Já postei sobre o que o medo pode fazer conosco e o mal que ele trás para nossas vidas. Digo isso com autoridade porque vivi muito tempo sobre a influência nefasta do medo. Todos nós temos medo e creio que Daniel também teve o seu momento de medo, mas ele não deixou que isso o impedisse de crer em Deus e nos Seus propósitos. Nós também precisamos crer em Deus e nos seus propósitos e pode ficar mais fácil entender os leões se pensarmos que estamos rodeados deles no nosso dia-a-dia, que estar na cova é momentâneo e nem sempre precisamos estar no fundo dela para convivermos com leões devoradores de gente, que ver? Eu convivo com vários famigerados leões todos os dias: o leão da falta de dinheiro – esse leão é robusto, forte, cheio de energia, ele fica rondando vc, te testando, querendo saber até quando vc vai aguentar pacificamente ou terá um ataque de desespero e ele te devorará, assim, ele te devora e vc ainda fica com a sensação de que o ataque foi culpa sua, afinal, se vc tivesse ficado quietinha ele não teria te atacado; o leão da tristeza – e porque não da depressão? Quem já passou por uma depressão severa como eu sabe que esse é um leão muito feroz e que ao contrário do leão da falta de dinheiro ele não avisa que está lá, ele é o leão do ataque sorrateiro, aquele que fica na moita te olhando, te espreitando, chegando de mansinho, mas que pode estar pronto para te dar o bote a qualquer momento; o leão da solidão - a mocinha aqui está mais pra 40 do que pra 30 e às vezes esse leão é bastante assustador, ele fica lá como que lixando a unha e olhando o relógio, esperando a hora passar pra te devorar, ele se delicia ao te ver correndo de um lado para outro, de um salão para outro de uma cirurgia para outra, de uma relação para outra, ele pode te torturar, mas ele só vai te atacar na hora certa quando vc estiver bem gordinha e pronta para o abate; o leão da mentira – que parece um leão inofensivo mas na verdade é só impressão porque ele é um leão muito faminto, acredite nisso, é o típico leão de circo, que vc acha que já o domesticou, que mantendo ele alimentado nada vai acontecer, até o dia que ele te ataca do nada, sem explicações e sem aviso prévio; o leão do fracasso – esse é um leão muito conhecido das mães e anda junto com o leão da culpa, um leão puxa o outro e os dois ficam brincando com a presa antes de devorá-la, quem cria filhos sabe que esses leõezinhos podem parecer filhotes inofensivos que estão só brincando, mas podem ser implacáveis e cruéis quando pensamos em como estamos educando nossos filhos, se estamos fazendo o certo ou se podemos fazer melhor, se erramos mais que acertamos e em como nossos erros estão sendo digeridos por nossos filhos, mães do mundo todo, tenham cuidado com esses leõezinhos, tenham respeito por eles e não deixem eles brincarem com vcs; o leão da frustração – é aquele leão velho, magro e triste que vc pensa que é inofensivo e quase tem pena dele, mas ele ainda guarda aquele sopro de fúria animal que pode te matar em segundos. Xiiiiiiiiii, são muitos leões, pense um pouco e vc verá. Quantos outros leões convivemos todos os dias? Dentro de nossas casas? Em nossos trabalhos? Na igreja? Em nossos relacionamento? Eu poderia escrever um blog só sobre leões e em como eles podem nos destruir em segundos, mas, ao contrário disso o que vou fazer é te contar uma ótima notícia: os leões não irão nos devorar, ao contrário, irão fugir de nós. Seremos caçadores implacáveis dos nossos leões, até o mais feroz dos ferozes foge diante de um caçador destemido e temos a arma mais poderosa que qualquer espingarda, temos a palavra de Deus, temos o amor de Deus, temos fé e cremos no Deus do impossível, nenhum leão pode nos tocar, nenhum leão nos machucará CREIA. Algumas pessoas ao contrário disso, alimentam os leões, conversam com eles, convivem com eles como se fossem quase animais domésticos, se apegam aos leões de tal maneira que já não vivem sem eles e aí eu volto ao culto onde deixamos o Reuel falando sobre Depois da cova, vamos ouvi-lo)
3) Depois da cova. É preciso sair da cova, vc precisa ter em mente que sairá ileso da cova. Algumas pessoas fazem morada na cova (ou alimentam seus leões, pensei eu), não podemos. Precisamos sair da cova, essa é uma hora muito importante porque quando saímos de lá passamos a ser sobreviventes, passamos a ser testemunhas do poder de Deus. Nossos inimigos serão aniquilados, serão consumidos. Saímos da cova mais fortes do que entramos, saímos da cova melhores do que entramos nela. O dia da saída é o dia do Júbilo, da Glória e do poder de Deus. (Não importa quão funda é a sua cova e nem quão famintos sejam os leões que te cercam, nada é maior que Deus em vc. Uruuuuuu, GLÓRIA A DEUS)
"Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniel do poder dos leões." Daniel 6:27
terça-feira, 19 de outubro de 2010
E viveram felizes para sempre
Seguinte, não gosto de falar sobre minha vida amorosa e nem sobre dor de cotovelo ou coisa assim... acho tudo isso batido, chato e brega. Bem.... esse blog começou assim mas evitei falar sobre isso além do que eu precisava. Porém, vou abrir uma exceção porque há algo queimando dentro de mim, esse texto ferve na minha cachola e pode servir pra alguém (ai ai eu sempre me iludindo que alguém lê o que eu escrevo), mas sobretudo servirá para mim, escrever sempre me ajuda de um jeito ou de outro. Comprei recentemente um livro não cristão, desde a minha conversão tenho lido livros evangélicos e os mesmos me fazem companhia e elucidam questões espirituais, além disso, leio a Bíblia - o melhor livro de toda a minha vida – nela encontro paz, poesia, orientação e fé, mas a leitura da Bíblia é complexa, às vezes preciso ler e ler e ler a mesma passagem, às vezes eu preciso fechá-la, orar, pedir entendimento e ler novamente a passagem, enfim, não é algo que possamos ler e pronto, às vezes ela me faz companhia mas às vezes ela briga comigo, me faz pensar nas minhas atitudes, me persegue, enfim, ser perseguida pela palavra de Deus num é algo assim tão fácil. Gosto de dizer que livros são lidos mas a Bíblia precisa ser degustada e digerida. Mas, entre livros evangélicos e a palavra de Deus estou lendo um livro que me convidou a comprá-lo. Eu estava em uma livraria e esse livro olhou pra mim e me deu uma piscadinha – será que eu compro? É um livro sobre casamento e estou solteira, com dor de cotovelo, talvez não seja uma boa ideia. Mas comprei o tal livro e ele me fez pensar em Deus, como? Te conto. A autora relata que sofreu tanto com o divórcio que vivia uma relação de total desespero com a palavra casamento e assim morava com o namorado mas não era casada e não pensava nisso. Não há pior divórcio no mundo do que aquele em que batalhamos pela guarda dos nossos filhos, não há dinheiro, humilhação, raiva, bens. NADA é pior que isso, posso te garantir, passei por um divórcio assim e confesso que assim como a escritora fiquei traumatizada e bastante desiludida com o casamento, depois de me separar tive a experiência de morar quase 2 anos com outra pessoa que embora me chamasse de esposa e me desse o status de tal não era de fato meu marido e aí é onde quero chegar, ele jamais seria meu marido (embora o amasse na minha maneira leviana e irresponsável - isso é redundância? Leviana e irresponsável são sinônimos?) por um fato simples e único, eu não sabia o que era um casamento e depois do divórcio que eu tive tinha meus dois pés atrás com essa palavrinha de união, dor e separação. Além disso, eu estava bastante confortável porque eu ainda não estava divorciada e já tinha casado na igreja, ou seja, casamento de fato não tinha como. Mas, o tempo passou e percebi uma coisa com a leitura do tal livro, fui assim como a autora totalmente traumatizada e descrente a respeito do casamento, mas, não sou mais essa pessoa. Estou na metade do livro e se eu estivesse na dúvida sobre casar ou não esse livro me daria todos os subsídios racionais para não casar, a autora chega a ser quase herege (talvez ela tenha sido herege ainda estou pensando sobre isso) quando fala sobre a igreja e o casamento, o que ela não percebeu e acredito que não perceberá (bem, ainda falta meio livro) é que o casamento religioso não é uma cerimônia, é uma comunhão com Deus, é quando duas pessoas estão perante Deus para se unirem ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE, e quando fazemos esse voto, acreditem, ninguém sabe quanto tempo isso pode ser, se há uma coisa que aprendi na vida é que ninguém sabe quanto tempo ficará com alguém, não que o discurso seja o da libertinagem (o que já foi no passado) mas o oposto, o da responsabilidade. Aproveite o tempo com quem vc ama porque só Deus sabe quanto tempo isso durará, estar casada na igreja, perante Deus é um voto único de devoção e adoração a Deus, serão duas almas unidas adorando a Deus, esse é o propósito do matrimônio. Ora, se viemos ao mundo para adorar a Deus, então seremos um casal em adoração a Deus, esse deverá ser o propósito do casal e tudo o mais deriva desse propósito, porque se somos adoradores não podemos tratar mal nosso cônjuge, não podemos humilhar, maltratar, maldizer, pelo contrário, precisamos cuidar, zelar e amar. E pelo amor de Deus isso não tem NADA a ver com sexo, a autora do livro faz uma explanação que julgo infantil sobre a não sexualidade imposta pela igreja, a qual ela chama de visão do cristianismo, bem, é uma leitura histórica, mas ela cita passagens bíblicas (o que me deu a sensação da heresia) e na boa, não sinto autoridade por parte da autora para isso, mas, prefiro achar que foi uma atitude imatura e leiga por parte dela do que uma atitude herege. Um casal cristão é um casal e como casal devem sim ter relações sexuais e isso inclui posições, lugares exóticos e tudo o mais e sim... não é apenas para procriar, um casal cristão pode, deve e tem prazer no ato sexual, aliás, caso vc não saiba somos os únicos animais que sentimos prazer e praticamos o ato sexual sem que seja para procriação, como vc pode ver Deus é perfeito e ele nos criou assim. Duvida? Há vários textos e estudos sobre o assunto dentro da igreja, se vc tem alguma dúvida procure conversar com um cristão ou com um pastor ou então, procure na internet e vc entenderá o que estou dizendo. Quando eu estava fora da igreja também achava o mesmo, que evangélicos tinham no sexo o pecado absoluto da carne, isso não é verdade. Há sim uma orientação da igreja, e que com bom senso nem precisaria da igreja, sobre relações sexuais antes do casamento, sobre a importância do nosso corpo como criação divina e por aí vai, coisas que descobri depois de muito apanhar. O fato é que durante a minha leitura me vi agradecendo a Deus, obrigada Deus, obrigada Deus, obrigada Deus porque hoje me vejo totalmente curada da minha separação e em paz com o matrimônio, hoje entendo o matrimônio, sei da sua importância e do seu valor e não conseguiria entender tudo isso se não tivesse lendo esse livro “quase” herege kkkkkkk Escrevi há um tempo um texto “senso de família” (se não leu, leia) acho que ali foi o meu despertar para algo maior e melhor mas ainda não era o entendimento do casamento. Quando eu me separei pela segunda vez, há uns 3 anos atrás, meu terapeuta me fez duas perguntas:
- Vc se casaria consigo mesma?
- Com quem vc se casaria?
Bem, tinha que ser honesta e a primeira resposta foi “não”. Eu definitivamente não casaria comigo naquela época, primeiro porque casar estava fora dos meus planos segundo porque eu jamais casaria comigo mesma. Complexa demais, independente demais, crítica demais, exigente demais, chata demais. Agora o óbvio: se nem eu iria casar comigo como eu queria que alguém quisesse isso? A segunda resposta foi muito fácil, ui, muito mega hiper fácil e vou listar só as características básicas porque eu podia escrever um blog inteiro sobre as características do meu homem ideal (ok, nessa época meu terapeuta e eu definimos que não seria marido e sim o homem dos meus sonhos, ficava mais fácil e menos traumático) – meu homem ideal seria maduro intelectualmente, estável financeiramente, gentil (que abrisse a porta do carro pra mim, me mandasse flores e que pagasse a conta do restaurante), magro e alto (meu tipo físico de homem), alguém que praticasse algum esporte, alguém para conversar sobre artes, que fosse amante dos animais e da natureza, que sacasse de filmes (porque gosto muito de discutir direção, luz, atores, roteiro, essas coisas), que amasse as minhas filhas (óbvio ululante), fosse calmo mas determinado, que pudesse me frear as vezes e me acelerar outras vezes, que fosse meu melhor amigo, que estivesse disposto a conversar tarde da noite sobre minhas crises emocionais, que me consolasse nos meus fracassos e pulasse comigo nas minhas alegrias, alguém que me completasse, que o beijo dele me deixasse sem fôlego e que o abraço dele me trouxesse paz, que me fizesse feliz (seja lá o que isso significasse), não não melhor ainda, que ele tivesse pra si a responsabilidade sobre a minha felicidade (seja lá o que isso significasse), mas que acima de tudo que ao olhar nos olhos dele eu tivesse a certeza que ele era o homem da minha vida (essa era mais ou menos a minha senha secreta eu achava que ia olhar nos olhos e saber que aquele seria o homem da minha vida). Como vcs puderam ver tá fácil, era só eu ir ao supermercado e escolher um na prateleira da sessão homem perfeito. Pode parecer piada e nunca contei isso a ninguém, mas, agindo assim eu me eximia de pensar sobre o assunto, por um lado porque eu vi que precisava me concentrar em mim mesma e consertar muitas coisas a meu respeito para poder passar a casar comigo mesma (e não sabia como e nem tinha muita vontade de mexer nisso), por outro lado ia demorar tanto pra eu achar o homem dos meus sonhos que então eu não precisava pensar no “até que a morte nos separe”. Amei o Carlos (de uma maneira menos leviana e menos irresponsável - descobri, são sinônimos, mas acredito que vc sinta a diferença, leviana seria + ou -a forma em que eu me relacionava com o sexo masculino e irresponsável a forma com que eu me relacionava com minhas obrigações e com o mundo), mas, ele não tinha todas as características do meu homem ideal, embora se encaixasse em algumas, e bem.... eu olhava no fundo dos olhos dele e não tinha a certeza que ele era o homem da minha vida. Em determinado momento (acho que principalmente quando tudo estava ruindo) eu cheguei a pensar (ou ao menos quis pensar) que ficaríamos juntos, mas eu imaginava muito mais juntar os trapos e as escovas de dente do que casar. Afinal, não vou ser hipócrita, a separação sem juízes é muito mais fácil e prática, é só uma divisão de coisas e pronto, cada um segue o seu barco, mas, ao mesmo tempo juntamos coisas que podem ser separadas a qualquer tempo, vivemos com a liberdade que se transforma em insegurança com o tempo, afinal, não há nada que nos una além do amor, diferente de um matrimônio religioso, diferente de vc casar perante Deus, acreditem há MUITO mais do que amor para unir um casal cristão. Quando um casal cristão decide se casar ele tem além do amor mútuo, o amor a Deus, aquele amor que transcende nossas almas e corpos. Carlos estava entrando em um divórcio que parecia que ia ser tão difícil quanto o meu foi e isso de alguma forma me aliviava porque eu pensava, “vai ficar tão traumatizado quanto eu e não vai querer casar, vamos só nos juntar”. Graças a Deus ele não precisou passar por isso e graças a Deus aconteceu o que eu não imaginava que pudesse acontecer. Pela primeira vez na história da minha vida eu me vi afins de um rapaz não motivada pelos meus instintos sexuais, nem pela imagem do meu homem ideal, nem tão pouco estava afins dele para ver o que ia rolar, curtição, ao estilo "se der certo bem se não der certo amém" - como era o meu lema no passado. Pela primeira vez eu me vi envolta em um sentimento puro de querer estar junto, de querer dividir parte de mim com alguém e criar planos e sonhos ao lado de uma pessoa, a companhia dele era extremamente agradável, era difícil ir embora e fiquei muito confortável em falar sobre mim e sobre minhas dúvidas, não usei máscaras e nem personagens, fui simplesmente eu e fiquei feliz em ser eu e ele não tinha a obrigação de me fazer feliz porque hoje eu sou feliz e sei o que isso significa. Olha, eu sempre reclamei dos homens que se assustam com mulheres, mas quer saber? Dessa vez eu me assustei comigo mesma, vulnerabilidade seria a palavra, me senti desprotegida e assustada, eu nem sabia que existiam sentimentos assim em mim, finalmente eu pensei – eu casaria comigo mesma. Meus sentimentos eram tão bacanas, fiquei orgulhosa de mim, pela primeira vez eu queria de fato me relacionar com alguém e acho que foi isso que me assustou, afinal, como eu poderia ficar tão afins de um cara sem ter ficado com ele? Como pode? Eu, tão esperta, ter ficado apaixonada por alguém assim sem aviso prévio, sem querer (sim porque resisti bravamente até o quanto eu pude, afinal, ele definitivamente não fazia parte do quadro de homem ideal e racionalmente não fazia o menor sentido essa “paixonite”). E pior, ou melhor, eu estava cheia de boas intenções kkkkkkkkkkkkk Não queridões, não rolou um happy end, isso aqui não é um livro de ficção é realidade pura, o rapaz queria a minha amizade ao que a essa altura me soava como prêmio de consolação, ou seja, não rolou nem amizade. Enfim, não tem drama, não tem confusão, fiquei feliz, finalmente encontrei uma Alice com quem eu me casaria FÁCIL. Meu homem ideal foi pro espaço, não existe mais essa figura emblemática e perfeita e a minha fuga do "olhar certeiro" também acabou, creio que se tratava mais de um mecanismo para eu não assumir minhas escolhas, porque eu sempre poderia recorrer ao pensamento "ora, fiquei com ele mas no fundo eu sabia que não era ele porque quando olhava nos olhos dele eu não tinha a certeza de que ele era o homem da minha vida," que coisa mais ridícula affff, mas, querem saber? Estou muito feliz com isso, o futuro realmente a Deus pertence e sei que Deus tem sempre o melhor pra mim e pra vc. Até ontem eu não conseguia juntar os pontos e ver a figura final, não entendia o propósito em tudo isso e orei muito e pedi a Deus para me mostrar o Seu propósito, agora que liguei os pontos entendi o porquê de tudo isso e estou feliz por ter conseguido passar por tudo isso e sair melhor como pessoa, me sinto mais preparada e mais tranquila sobre mim, sobre relações e sobre o casamento. Mas....não vou deixar de ser a Alice de sempre (aquela sem falsa modéstia), depois de tudo isso não posso deixar de pensar que o rapaz foi burro (como se gostar de alguém fosse questão de inteligência kkkkkkkkk), ele perdeu uma superaventura que poderia, quem sabe, ter terminado com um “viveram felizes para sempre”.
- Vc se casaria consigo mesma?
- Com quem vc se casaria?
Bem, tinha que ser honesta e a primeira resposta foi “não”. Eu definitivamente não casaria comigo naquela época, primeiro porque casar estava fora dos meus planos segundo porque eu jamais casaria comigo mesma. Complexa demais, independente demais, crítica demais, exigente demais, chata demais. Agora o óbvio: se nem eu iria casar comigo como eu queria que alguém quisesse isso? A segunda resposta foi muito fácil, ui, muito mega hiper fácil e vou listar só as características básicas porque eu podia escrever um blog inteiro sobre as características do meu homem ideal (ok, nessa época meu terapeuta e eu definimos que não seria marido e sim o homem dos meus sonhos, ficava mais fácil e menos traumático) – meu homem ideal seria maduro intelectualmente, estável financeiramente, gentil (que abrisse a porta do carro pra mim, me mandasse flores e que pagasse a conta do restaurante), magro e alto (meu tipo físico de homem), alguém que praticasse algum esporte, alguém para conversar sobre artes, que fosse amante dos animais e da natureza, que sacasse de filmes (porque gosto muito de discutir direção, luz, atores, roteiro, essas coisas), que amasse as minhas filhas (óbvio ululante), fosse calmo mas determinado, que pudesse me frear as vezes e me acelerar outras vezes, que fosse meu melhor amigo, que estivesse disposto a conversar tarde da noite sobre minhas crises emocionais, que me consolasse nos meus fracassos e pulasse comigo nas minhas alegrias, alguém que me completasse, que o beijo dele me deixasse sem fôlego e que o abraço dele me trouxesse paz, que me fizesse feliz (seja lá o que isso significasse), não não melhor ainda, que ele tivesse pra si a responsabilidade sobre a minha felicidade (seja lá o que isso significasse), mas que acima de tudo que ao olhar nos olhos dele eu tivesse a certeza que ele era o homem da minha vida (essa era mais ou menos a minha senha secreta eu achava que ia olhar nos olhos e saber que aquele seria o homem da minha vida). Como vcs puderam ver tá fácil, era só eu ir ao supermercado e escolher um na prateleira da sessão homem perfeito. Pode parecer piada e nunca contei isso a ninguém, mas, agindo assim eu me eximia de pensar sobre o assunto, por um lado porque eu vi que precisava me concentrar em mim mesma e consertar muitas coisas a meu respeito para poder passar a casar comigo mesma (e não sabia como e nem tinha muita vontade de mexer nisso), por outro lado ia demorar tanto pra eu achar o homem dos meus sonhos que então eu não precisava pensar no “até que a morte nos separe”. Amei o Carlos (de uma maneira menos leviana e menos irresponsável - descobri, são sinônimos, mas acredito que vc sinta a diferença, leviana seria + ou -a forma em que eu me relacionava com o sexo masculino e irresponsável a forma com que eu me relacionava com minhas obrigações e com o mundo), mas, ele não tinha todas as características do meu homem ideal, embora se encaixasse em algumas, e bem.... eu olhava no fundo dos olhos dele e não tinha a certeza que ele era o homem da minha vida. Em determinado momento (acho que principalmente quando tudo estava ruindo) eu cheguei a pensar (ou ao menos quis pensar) que ficaríamos juntos, mas eu imaginava muito mais juntar os trapos e as escovas de dente do que casar. Afinal, não vou ser hipócrita, a separação sem juízes é muito mais fácil e prática, é só uma divisão de coisas e pronto, cada um segue o seu barco, mas, ao mesmo tempo juntamos coisas que podem ser separadas a qualquer tempo, vivemos com a liberdade que se transforma em insegurança com o tempo, afinal, não há nada que nos una além do amor, diferente de um matrimônio religioso, diferente de vc casar perante Deus, acreditem há MUITO mais do que amor para unir um casal cristão. Quando um casal cristão decide se casar ele tem além do amor mútuo, o amor a Deus, aquele amor que transcende nossas almas e corpos. Carlos estava entrando em um divórcio que parecia que ia ser tão difícil quanto o meu foi e isso de alguma forma me aliviava porque eu pensava, “vai ficar tão traumatizado quanto eu e não vai querer casar, vamos só nos juntar”. Graças a Deus ele não precisou passar por isso e graças a Deus aconteceu o que eu não imaginava que pudesse acontecer. Pela primeira vez na história da minha vida eu me vi afins de um rapaz não motivada pelos meus instintos sexuais, nem pela imagem do meu homem ideal, nem tão pouco estava afins dele para ver o que ia rolar, curtição, ao estilo "se der certo bem se não der certo amém" - como era o meu lema no passado. Pela primeira vez eu me vi envolta em um sentimento puro de querer estar junto, de querer dividir parte de mim com alguém e criar planos e sonhos ao lado de uma pessoa, a companhia dele era extremamente agradável, era difícil ir embora e fiquei muito confortável em falar sobre mim e sobre minhas dúvidas, não usei máscaras e nem personagens, fui simplesmente eu e fiquei feliz em ser eu e ele não tinha a obrigação de me fazer feliz porque hoje eu sou feliz e sei o que isso significa. Olha, eu sempre reclamei dos homens que se assustam com mulheres, mas quer saber? Dessa vez eu me assustei comigo mesma, vulnerabilidade seria a palavra, me senti desprotegida e assustada, eu nem sabia que existiam sentimentos assim em mim, finalmente eu pensei – eu casaria comigo mesma. Meus sentimentos eram tão bacanas, fiquei orgulhosa de mim, pela primeira vez eu queria de fato me relacionar com alguém e acho que foi isso que me assustou, afinal, como eu poderia ficar tão afins de um cara sem ter ficado com ele? Como pode? Eu, tão esperta, ter ficado apaixonada por alguém assim sem aviso prévio, sem querer (sim porque resisti bravamente até o quanto eu pude, afinal, ele definitivamente não fazia parte do quadro de homem ideal e racionalmente não fazia o menor sentido essa “paixonite”). E pior, ou melhor, eu estava cheia de boas intenções kkkkkkkkkkkkk Não queridões, não rolou um happy end, isso aqui não é um livro de ficção é realidade pura, o rapaz queria a minha amizade ao que a essa altura me soava como prêmio de consolação, ou seja, não rolou nem amizade. Enfim, não tem drama, não tem confusão, fiquei feliz, finalmente encontrei uma Alice com quem eu me casaria FÁCIL. Meu homem ideal foi pro espaço, não existe mais essa figura emblemática e perfeita e a minha fuga do "olhar certeiro" também acabou, creio que se tratava mais de um mecanismo para eu não assumir minhas escolhas, porque eu sempre poderia recorrer ao pensamento "ora, fiquei com ele mas no fundo eu sabia que não era ele porque quando olhava nos olhos dele eu não tinha a certeza de que ele era o homem da minha vida," que coisa mais ridícula affff, mas, querem saber? Estou muito feliz com isso, o futuro realmente a Deus pertence e sei que Deus tem sempre o melhor pra mim e pra vc. Até ontem eu não conseguia juntar os pontos e ver a figura final, não entendia o propósito em tudo isso e orei muito e pedi a Deus para me mostrar o Seu propósito, agora que liguei os pontos entendi o porquê de tudo isso e estou feliz por ter conseguido passar por tudo isso e sair melhor como pessoa, me sinto mais preparada e mais tranquila sobre mim, sobre relações e sobre o casamento. Mas....não vou deixar de ser a Alice de sempre (aquela sem falsa modéstia), depois de tudo isso não posso deixar de pensar que o rapaz foi burro (como se gostar de alguém fosse questão de inteligência kkkkkkkkk), ele perdeu uma superaventura que poderia, quem sabe, ter terminado com um “viveram felizes para sempre”.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Vc vendeu seu cérebro para a igreja?
Olha, desde a minha conversão sempre ouço piadas e críticas, faz parte e nem ligo muito pra isso. Uma vez um cara me disse “vc não tem cara de evangélica” na hora eu disse “então devo ter cheiro porque sou evangélica” e assim eu vou levando, num queimo muito a cabeça com comentários assim, como passei a maior parte da minha vida do outro lado sei bem o que algumas pessoas pensam de "crentes" e como reagem à menor expressão da palavra Deus, então, para algumas pessoas só me resta orar. Mas, dia desses uma amiga minha e é amiga mesmo de looooooonga data me disse “Pô Alice, vc não bebe, não fuma, não sai, só fala de Deus, só quer ir pra igreja. Vc vendeu seu cérebro pra igreja?”, bem, ao menos ela foi sincera pensei eu, tenho a certeza que muuuuuuuitas pessoas devem falar isso mas não pra mim, assim, não fiquei chateada mas disse “Querida, eu não poderia vender meu cérebro pra igreja, porque acho sinceramente que a minha igreja não estaria disposta a comprar um cérebro com mais de 30 anos de uso ininterruptos, então, eu teria que doá-lo a igreja e se for doação é espontâneo e terá sido uma opção livre, mas, mesmo assim acho que a minha igreja não está disposta a ter o meu cérebro, agora, se vc quer saber se eu continuo com meu raciocínio coerente ou se virei uma religiosa fundamentalista, vou te dizer... não acredito que eu tenha parado de pensar e agora precise da minha igreja para pensar, mas me sinto outra pessoa e estou feliz como nunca estive na minha vida.”, ela riu sem graça e me disse “puxa era só uma piada” mudamos de assunto e tocamos a conversa pra outro lado. O fato é: não há lavagem cerebral, esse papo de que agora a igreja roubou meu cérebro e que eu só faço o que o pastor manda e coisa e tal não existe. Mas, tenho que confessar que algo muito profundo aconteceu comigo quando eu fui à frente e entreguei minha vida a Deus, algo gigantesco aconteceu dentro de mim e tomou conta de todo o meu ser. Às vezes ações, palavras e lembranças me remetem ao passado, mas quando penso em como eu era é como se fosse um filme sobre outra pessoa, não vivo do passado, gosto da Alice que sou hoje.
Mas, mesmo assim, recentemente me vi pensando em mudar de igreja, nada de errado com o meu pastor, muito menos com Deus, nem com o Ministério da Fé em si, mas somos humanos e o convívio com outros humanos sempre foi complicado pra mim, tem uma hora que a gente vê defeito nas pessoas, tem outra hora que nos sentimos cobrados, tem uma hora que nossos olhos ficam mais críticos e menos admiradores, acredito que isso faça parte do convívio humano e também acredito que toda vez que eu perdia o encantamento com algo (seja trabalho, amigos, estudo) eu simplesmente os abandonava, pra piorar a situation eu me vi em uma situação de total desconforto dentro da igreja, um mix de vergonha e constrangimento, como eu já tinha pensado em procurar outro lugar, dessa vez me vi tomada pelos seguintes pensamentos:
– igreja é tudo igual, eu não quero ir mais pra minha igreja, não me sinto mais confortável no culto, não preciso passar por isso,
– ah, eu nem visitei todas as igrejas do DF. Tem uma igreja que eu queria ter ido e não fui o pastor de lá é muito atencioso até me mandou um livro e um CD
– imagina igreja nova, tudo novo, conhecer pessoas novas, aí eu posso não me envolver com nada da igreja vou lá assisto o culto e pronto, que ótimo isso.
Eu já estava tão tomada por esses pensamentos que já até me via em outra igreja e começando tudo do zero, dessa vez eu seria bem imparcial, sem me envolver muito, sem conhecer as pessoas da igreja, ou seja, do jeito que eu gostava, sem comprometimento, no estilo entrar muda e sair calada e olha, por muito tempo foi assim que eu fiz na minha igreja e acreditava que o meu erro tinha sido me envolver com o mundo da igreja. Mas, dessa vez algo me parou, gosto de pensar que foi o Espírito Santo, ao mesmo tempo em que eu tinha o ímpeto de desistir alguma coisa me dizia - encare, vc precisa encarar isso, não fuja como todas as outras vezes, resolva isso de uma vez por todas. Vc não é a velha Alice, lute contra isso. As coisas vão se assentar. Ontem na igreja eu estava tão desconfortável que uma amiga percebeu (o que me deixou extremamente irritada porque a última coisa que eu queria era transparecer minha inquietação) e me disse “Alice, porque vc está tão ansiosa, acalme-se, o que estiver te afligindo passará” aí eu disse “eu sei disso, mas a espera é que tem me machucado, a poeira ainda não baixou” e ela me disse algo tão lindo “Se existe poeira é sinal de que há obras, deixe que Deus está cuidando para que essa obra acabe e que a reforma esteja completa”, acreditem essas palavras me acalmaram e até senti vergonha diante de Deus, puxa vida, será que eu esqueci que Deus comanda a minha vida? Ela ainda me deu o Salmo 139 para ler e o fiz e vou ler esse Salmo até a poeira abaixar e eu ver a reforma completa.
Existe guerra espiritual? Há batalhas para nos tirar do foco que é Deus? Sim, mas não vou espiritualizar minha atitude e nem meus pensamentos, ao contrário disso, vou racionalizá-los, eu sempre fiz isso, minha vida inteira era assim, eu enchia o saco de alguma coisa, pulava fora, era simples assim. A boa notícia é que dessa vez vai ser diferente, vou ficar onde estou, estou decidida a não sair da minha igreja, que coisa mais burra, ao primeiro sinal de desgaste eu corro? Bem, eu era assim mas não quero mais ser, é preciso aprender a conviver com humanos, é preciso fazer parte de um grupo. Então, aviso aos navegantes desse barco chamado igreja, eu não vou sair da minha igreja, se o pastor Fadi ou o pastor Sandro um dia me expulsarem da igreja é melhor manterem as portas fechadas porque se estiverem abertas eu entro de novo e de novo e de novo. E se foi uma tentativa do diabo de me tirar da igreja e da comunhão com Deus, digo a ele – perdeu playboy.
Mas, mesmo assim, recentemente me vi pensando em mudar de igreja, nada de errado com o meu pastor, muito menos com Deus, nem com o Ministério da Fé em si, mas somos humanos e o convívio com outros humanos sempre foi complicado pra mim, tem uma hora que a gente vê defeito nas pessoas, tem outra hora que nos sentimos cobrados, tem uma hora que nossos olhos ficam mais críticos e menos admiradores, acredito que isso faça parte do convívio humano e também acredito que toda vez que eu perdia o encantamento com algo (seja trabalho, amigos, estudo) eu simplesmente os abandonava, pra piorar a situation eu me vi em uma situação de total desconforto dentro da igreja, um mix de vergonha e constrangimento, como eu já tinha pensado em procurar outro lugar, dessa vez me vi tomada pelos seguintes pensamentos:
– igreja é tudo igual, eu não quero ir mais pra minha igreja, não me sinto mais confortável no culto, não preciso passar por isso,
– ah, eu nem visitei todas as igrejas do DF. Tem uma igreja que eu queria ter ido e não fui o pastor de lá é muito atencioso até me mandou um livro e um CD
– imagina igreja nova, tudo novo, conhecer pessoas novas, aí eu posso não me envolver com nada da igreja vou lá assisto o culto e pronto, que ótimo isso.
Eu já estava tão tomada por esses pensamentos que já até me via em outra igreja e começando tudo do zero, dessa vez eu seria bem imparcial, sem me envolver muito, sem conhecer as pessoas da igreja, ou seja, do jeito que eu gostava, sem comprometimento, no estilo entrar muda e sair calada e olha, por muito tempo foi assim que eu fiz na minha igreja e acreditava que o meu erro tinha sido me envolver com o mundo da igreja. Mas, dessa vez algo me parou, gosto de pensar que foi o Espírito Santo, ao mesmo tempo em que eu tinha o ímpeto de desistir alguma coisa me dizia - encare, vc precisa encarar isso, não fuja como todas as outras vezes, resolva isso de uma vez por todas. Vc não é a velha Alice, lute contra isso. As coisas vão se assentar. Ontem na igreja eu estava tão desconfortável que uma amiga percebeu (o que me deixou extremamente irritada porque a última coisa que eu queria era transparecer minha inquietação) e me disse “Alice, porque vc está tão ansiosa, acalme-se, o que estiver te afligindo passará” aí eu disse “eu sei disso, mas a espera é que tem me machucado, a poeira ainda não baixou” e ela me disse algo tão lindo “Se existe poeira é sinal de que há obras, deixe que Deus está cuidando para que essa obra acabe e que a reforma esteja completa”, acreditem essas palavras me acalmaram e até senti vergonha diante de Deus, puxa vida, será que eu esqueci que Deus comanda a minha vida? Ela ainda me deu o Salmo 139 para ler e o fiz e vou ler esse Salmo até a poeira abaixar e eu ver a reforma completa.
Existe guerra espiritual? Há batalhas para nos tirar do foco que é Deus? Sim, mas não vou espiritualizar minha atitude e nem meus pensamentos, ao contrário disso, vou racionalizá-los, eu sempre fiz isso, minha vida inteira era assim, eu enchia o saco de alguma coisa, pulava fora, era simples assim. A boa notícia é que dessa vez vai ser diferente, vou ficar onde estou, estou decidida a não sair da minha igreja, que coisa mais burra, ao primeiro sinal de desgaste eu corro? Bem, eu era assim mas não quero mais ser, é preciso aprender a conviver com humanos, é preciso fazer parte de um grupo. Então, aviso aos navegantes desse barco chamado igreja, eu não vou sair da minha igreja, se o pastor Fadi ou o pastor Sandro um dia me expulsarem da igreja é melhor manterem as portas fechadas porque se estiverem abertas eu entro de novo e de novo e de novo. E se foi uma tentativa do diabo de me tirar da igreja e da comunhão com Deus, digo a ele – perdeu playboy.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O cuidado de Deus
Deus tem sido tão cuidadoso comigo que às vezes me assusto, houve um tempo em que eu pensava – será que mereço tudo isso de Deus? Hoje eu sei que sim, que Deus me ama e acredita em mim, então quem sou eu pra questionar a vontade divina? Recebo todas as bênçãos de Deus com muito amor e carinho e se vc se sente assim, meio que não merecendo o carinho de Deus, pare com isso. Pense no quanto é chato quando damos um presente para alguém e essa pessoa fica cheia de obrigado e não mereço? E o quanto é bom quando presenteamos alguém e essa pessoa abraça o presente e diz – era isso que eu queria? Pois é, com Deus é a mesma coisa.
Mas porque eu tava falando isso? Ah sim, lembrei, por causa do cuidado de Deus, então, em um culto ministrado pelo pastor Junior eu estava em plena comunhão com Deus e orando muito para minha família quando ouvi uma voz muito nítida, muito diferente do meu pensamento, não era a minha voz ecoando na minha cabeça oca kkkkk era outra voz, uma voz própria, com timbre próprio, um sussurro mas ao mesmo tempo firme. Já postei aqui que converso muito com o Espírito Santo mas essa foi a primeira e única vez que pude ouvir claramente a voz Dele (tô nem aí se vc não acredita, problema seu) e Ele me disse assim – não quero saber deles quero saber de vc. Olha, eu fiquei sem rumo, sem chão, sem conseguir orar, fiquei sem fala e com os pensamentos embaralhados, eu não sabia o que falar pra Deus, eu não sabia falar de mim, eu não sabia orar por mim. Eu só posso agradecer pela minha vida e por tudo o que Deus fez e faz por mim e foi o que eu fiz, eu cai de joelhos e disse – Senhor o que queres de mim? Eu só posso Te agradecer. Foi um momento muito forte e que me marcou muito, dias depois eu conversei com a pastora Jackeline sobre o ocorrido e ela me falou uma coisa tão óbvia e tão linda que me emocionou e me emociona muito quando lembro, ela me disse – Alice, Deus sabe de vc, mas Ele quer que vc saiba de vc. Povo de Deus e povo sem Deus, que coisa mais show, mais maravilhosa, mais abençoada, que carinho, que cuidado. Sabe, Ele tem razão (lógico Ele sempre tem) eu preciso saber mais de mim, eu preciso entrar no íntimo do meu ser e me conhecer mais. Já andei por muitos caminhos e já tive muitos personagens, já tive muitas facetas e na maioria das vezes eram facetas ruins, tipo terror e trevas mesmo. Desde a minha conversão eu realmente não havia parado e pensado em mim, sou outra pessoa, tudo é novo pra mim, me sinto nova em tudo, minha vida zerou, sou uma pessoa boa e me sinto bem, mas isso é pouco, preciso saber mais de mim. Pois bem, desde o dia desse culto eu tenho cuidado de mim, tenho cuidado para que eu não seja falsa comigo mesma, para que eu seja mais honesta comigo, para que eu seja minha melhor amiga, para que eu seja mais próxima de mim. É tão fácil pensar nos outros, orar pelos outros, estar com os outros, mas o desafio é: saber mais de mim. Tenho buscado mais e mais saber mais de mim e querem saber o pior? Estou me amando loucamente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk até me vi pensando dia desses – será que se amar tanto assim é pecado? Acho que desde que eu não ache que sou melhor que os outros – e não me sinto assim e não sou e sei disso - tudo bem, eu posso me amar muitão. Mas isso é só o primeiro passo, preciso ainda aprender a desejar e a receber bênçãos em minha vida, a me achar realmente merecedora de uma vida plena, a impor limites para mim e para os outros, a me vigiar, a me respeitar, a sonhar e a lutar pelos meus sonhos, preciso intensificar minha relação com Deus e aprender a falar sobre Ele para as pessoas que me cercam, preciso estreitar relações com algumas pessoas e me afastar de outras, preciso saber onde quero estar daqui há 10 anos e onde estou hoje, preciso planejar, acreditar e ter mais fé, preciso, preciso, preciso vixe preciso de um monte de outras coisas. Te disse, me amar é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada, mas ele foi dado, então, te convido a fazer o mesmo, saiba mais de vc e comece a sua própria jornada, lembre-se... vc não está só, Deus guia seus passos e cuida de vc.
Mas porque eu tava falando isso? Ah sim, lembrei, por causa do cuidado de Deus, então, em um culto ministrado pelo pastor Junior eu estava em plena comunhão com Deus e orando muito para minha família quando ouvi uma voz muito nítida, muito diferente do meu pensamento, não era a minha voz ecoando na minha cabeça oca kkkkk era outra voz, uma voz própria, com timbre próprio, um sussurro mas ao mesmo tempo firme. Já postei aqui que converso muito com o Espírito Santo mas essa foi a primeira e única vez que pude ouvir claramente a voz Dele (tô nem aí se vc não acredita, problema seu) e Ele me disse assim – não quero saber deles quero saber de vc. Olha, eu fiquei sem rumo, sem chão, sem conseguir orar, fiquei sem fala e com os pensamentos embaralhados, eu não sabia o que falar pra Deus, eu não sabia falar de mim, eu não sabia orar por mim. Eu só posso agradecer pela minha vida e por tudo o que Deus fez e faz por mim e foi o que eu fiz, eu cai de joelhos e disse – Senhor o que queres de mim? Eu só posso Te agradecer. Foi um momento muito forte e que me marcou muito, dias depois eu conversei com a pastora Jackeline sobre o ocorrido e ela me falou uma coisa tão óbvia e tão linda que me emocionou e me emociona muito quando lembro, ela me disse – Alice, Deus sabe de vc, mas Ele quer que vc saiba de vc. Povo de Deus e povo sem Deus, que coisa mais show, mais maravilhosa, mais abençoada, que carinho, que cuidado. Sabe, Ele tem razão (lógico Ele sempre tem) eu preciso saber mais de mim, eu preciso entrar no íntimo do meu ser e me conhecer mais. Já andei por muitos caminhos e já tive muitos personagens, já tive muitas facetas e na maioria das vezes eram facetas ruins, tipo terror e trevas mesmo. Desde a minha conversão eu realmente não havia parado e pensado em mim, sou outra pessoa, tudo é novo pra mim, me sinto nova em tudo, minha vida zerou, sou uma pessoa boa e me sinto bem, mas isso é pouco, preciso saber mais de mim. Pois bem, desde o dia desse culto eu tenho cuidado de mim, tenho cuidado para que eu não seja falsa comigo mesma, para que eu seja mais honesta comigo, para que eu seja minha melhor amiga, para que eu seja mais próxima de mim. É tão fácil pensar nos outros, orar pelos outros, estar com os outros, mas o desafio é: saber mais de mim. Tenho buscado mais e mais saber mais de mim e querem saber o pior? Estou me amando loucamente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk até me vi pensando dia desses – será que se amar tanto assim é pecado? Acho que desde que eu não ache que sou melhor que os outros – e não me sinto assim e não sou e sei disso - tudo bem, eu posso me amar muitão. Mas isso é só o primeiro passo, preciso ainda aprender a desejar e a receber bênçãos em minha vida, a me achar realmente merecedora de uma vida plena, a impor limites para mim e para os outros, a me vigiar, a me respeitar, a sonhar e a lutar pelos meus sonhos, preciso intensificar minha relação com Deus e aprender a falar sobre Ele para as pessoas que me cercam, preciso estreitar relações com algumas pessoas e me afastar de outras, preciso saber onde quero estar daqui há 10 anos e onde estou hoje, preciso planejar, acreditar e ter mais fé, preciso, preciso, preciso vixe preciso de um monte de outras coisas. Te disse, me amar é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada, mas ele foi dado, então, te convido a fazer o mesmo, saiba mais de vc e comece a sua própria jornada, lembre-se... vc não está só, Deus guia seus passos e cuida de vc.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Orelhas e sonhos cortados – O 28º culto
Esse é um culto bem antigo, ele sempre esteve dentro de mim esperando a hora certa para poder ser escrito, pois bem, essa hora chegou. Escrevo esse culto, como todos os outros, para que eu me lembre do poder de Deus e de tudo o que Ele tem me ensinado ao longo da minha jornada cristã.
Culto ministrado no dia 30/05 (vixe é antigo mesmo affffffffff) pelo pastor Sandro. Gente, o pastor Sandro tem uma frase que eu gosto muito “pastor Sandro também é cultura” além de bem humorada essa frase é verdadeira, nesse culto em especial fiquei impressionada com a dedicação do pastor Sandro em estudar para poder pregar. Pois bem, lemos Lucas 22:49,51 “E, vendo os que estavam com ele o que ia suceder, disseram-lhe: Senhor, feriremos à espada? E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita. E, respondendo Jesus, disse: Deixai-os; basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou.” e João18:10 “Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco.” e o pastor nos disse:
“Lucas não viveu com Jesus, João viveu com Jesus. Lucas usou 3 versículos para dizer o que João falou em apenas 1 versículo, mas em apenas 1 versículo João nos revela algo importantíssimo. Ele nos dá o nome do servo do sumo sacerdote que teve sua orelha direita retirada e nos dá o nome de quem retirou a orelha com a espada. Pois bem, Malco era um judeu e não um soldado romano, ele era aprendiz do sumo sacerdote. Para ser sacerdote tinha que ser da tribo de Levi e descendente de Arão, tinha que estudar na escola sacerdotal por 5 anos em sistema internato e depois ficar um ano servindo ao sacerdote. Malco fora escolhido para servir ao sacerdote e faltava pouco para ele se tornar um sacerdote, mas, sem a orelha direita ele não poderia ser um sacerdote. Em êxodo 29:20 diz assim “E imolarás o carneiro e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre as pontas das orelhas direitas de seus filhos, como também sobre os dedos polegares das suas mãos direitas, e sobre os dedos polegares dos seus pés direitos; e o restante do sangue espalharás sobre o altar ao redor;” portanto, sem a orelha direita Malco não poderia se tornar um sacerdote. Pedro não cortou apenas um membro do corpo de Malco, Pedro cortou o sonho da vida inteira de Malco. Agora preste atenção, quem acabou com os sonhos de Malco foi um crente, um homem que andava com Cristo e que temia a Deus. Quantas e quantas pessoas cortam nossas orelhas? E são pessoas que amamos, que convivemos e que são tementes a Deus. Ninguém consolou Malco, ninguém o ajudou. Mas Jesus, curou a orelha de Malco, Jesus resgatou o sonho de Malco, Jesus devolveu a vida de sacerdote a Malco. Jesus faz o mesmo com nossos sonhos interrompidos”
Gente, gente muitas reflexões nessa palavra do pastor e como eu precisava dela nesse momento da minha vida. Quem nos fere não é o desconhecido, quem nos fere é quem conhecemos, quem nos machuca é quem está próximo a nós, QUE COISA MAIS ÓBVIA, caso contrário não seríamos traídos, caso contrário não seríamos machucados, como poderíamos nos machucar com palavras e atitudes alheias? Mas sabe, também penso que Pedro não tinha a intenção de detonar os sonhos de Malco, ele não lutava com uma pessoa determinada, ele defendia Jesus, ele não deve ter escolhido Malco, ele deve ter levantado a espada para se defender e lá estava Malco, ok, ok não tira o fato dele ter feito, mas muitas vezes somos atacados e acreditamos que foi pessoal, que essa ou aquela pessoa escolheu nos atacar, acredito que na maioria das vezes não é assim, hoje eu penso que podemos ser atacados simplesmente por estarmos no local errado ou com sentimentos equivocados. Penso muito em Malco e em como é difícil quando nossos sonhos são arrancados de nós, quantos planos ele devia ter, quanta coisa ainda por viver, ia começar uma vida nova para ele. Não somos diferentes de Malco, também temos nossos sonhos arrancados: promessas de uma vida melhor, de uma vida diferente, pensamentos e vontades de algo que está por vir e que não aconteceu. Pode ser qualquer coisa: aquela promoção que seu chefe não te deu, a mudança de casa que não aconteceu, aquela paquera que te deu o fora, o pedido de mestrado que foi recusado, a viagem que estava planejada e não aconteceu, o bebê que não chega ou que partiu antes de nascer. Ter sonhos interrompidos é doloroso, não sabemos como será nossa vida sem poder acordar e sonhar, dói, machuca, machuca muito... mas passa, Jesus curou a orelha de Malco e Ele também cura nossas feridas. Se vc está assim como Malco, tenha a certeza do dia que está por vir e na promessa de Jesus de que sonhos serão restaurados, eu sei, é difícil esperar o tempo passar, é difícil ter que ter outros sonhos, afinal, aquele sonho era tão bom, tão perfeito, às vezes eu me pergunto – Deus não foi o Senhor que colocou esse sonho no meu coração? Não entendo porque ele não aconteceu. Mas quer saber, não temos que entender, nosso sonho não aconteceu e precisamos crer que foi porque teremos algo melhor, afinal, Deus tem o melhor para nós. Eu creio nisso e assim tenho buscado paz e encontrado consolo na minha espera. É como diz a música
"Deus tem o melhor pra mim
E o que perdido foi
Não se compara com o que há de vir"
Culto ministrado no dia 30/05 (vixe é antigo mesmo affffffffff) pelo pastor Sandro. Gente, o pastor Sandro tem uma frase que eu gosto muito “pastor Sandro também é cultura” além de bem humorada essa frase é verdadeira, nesse culto em especial fiquei impressionada com a dedicação do pastor Sandro em estudar para poder pregar. Pois bem, lemos Lucas 22:49,51 “E, vendo os que estavam com ele o que ia suceder, disseram-lhe: Senhor, feriremos à espada? E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita. E, respondendo Jesus, disse: Deixai-os; basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou.” e João18:10 “Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco.” e o pastor nos disse:
“Lucas não viveu com Jesus, João viveu com Jesus. Lucas usou 3 versículos para dizer o que João falou em apenas 1 versículo, mas em apenas 1 versículo João nos revela algo importantíssimo. Ele nos dá o nome do servo do sumo sacerdote que teve sua orelha direita retirada e nos dá o nome de quem retirou a orelha com a espada. Pois bem, Malco era um judeu e não um soldado romano, ele era aprendiz do sumo sacerdote. Para ser sacerdote tinha que ser da tribo de Levi e descendente de Arão, tinha que estudar na escola sacerdotal por 5 anos em sistema internato e depois ficar um ano servindo ao sacerdote. Malco fora escolhido para servir ao sacerdote e faltava pouco para ele se tornar um sacerdote, mas, sem a orelha direita ele não poderia ser um sacerdote. Em êxodo 29:20 diz assim “E imolarás o carneiro e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre as pontas das orelhas direitas de seus filhos, como também sobre os dedos polegares das suas mãos direitas, e sobre os dedos polegares dos seus pés direitos; e o restante do sangue espalharás sobre o altar ao redor;” portanto, sem a orelha direita Malco não poderia se tornar um sacerdote. Pedro não cortou apenas um membro do corpo de Malco, Pedro cortou o sonho da vida inteira de Malco. Agora preste atenção, quem acabou com os sonhos de Malco foi um crente, um homem que andava com Cristo e que temia a Deus. Quantas e quantas pessoas cortam nossas orelhas? E são pessoas que amamos, que convivemos e que são tementes a Deus. Ninguém consolou Malco, ninguém o ajudou. Mas Jesus, curou a orelha de Malco, Jesus resgatou o sonho de Malco, Jesus devolveu a vida de sacerdote a Malco. Jesus faz o mesmo com nossos sonhos interrompidos”
Gente, gente muitas reflexões nessa palavra do pastor e como eu precisava dela nesse momento da minha vida. Quem nos fere não é o desconhecido, quem nos fere é quem conhecemos, quem nos machuca é quem está próximo a nós, QUE COISA MAIS ÓBVIA, caso contrário não seríamos traídos, caso contrário não seríamos machucados, como poderíamos nos machucar com palavras e atitudes alheias? Mas sabe, também penso que Pedro não tinha a intenção de detonar os sonhos de Malco, ele não lutava com uma pessoa determinada, ele defendia Jesus, ele não deve ter escolhido Malco, ele deve ter levantado a espada para se defender e lá estava Malco, ok, ok não tira o fato dele ter feito, mas muitas vezes somos atacados e acreditamos que foi pessoal, que essa ou aquela pessoa escolheu nos atacar, acredito que na maioria das vezes não é assim, hoje eu penso que podemos ser atacados simplesmente por estarmos no local errado ou com sentimentos equivocados. Penso muito em Malco e em como é difícil quando nossos sonhos são arrancados de nós, quantos planos ele devia ter, quanta coisa ainda por viver, ia começar uma vida nova para ele. Não somos diferentes de Malco, também temos nossos sonhos arrancados: promessas de uma vida melhor, de uma vida diferente, pensamentos e vontades de algo que está por vir e que não aconteceu. Pode ser qualquer coisa: aquela promoção que seu chefe não te deu, a mudança de casa que não aconteceu, aquela paquera que te deu o fora, o pedido de mestrado que foi recusado, a viagem que estava planejada e não aconteceu, o bebê que não chega ou que partiu antes de nascer. Ter sonhos interrompidos é doloroso, não sabemos como será nossa vida sem poder acordar e sonhar, dói, machuca, machuca muito... mas passa, Jesus curou a orelha de Malco e Ele também cura nossas feridas. Se vc está assim como Malco, tenha a certeza do dia que está por vir e na promessa de Jesus de que sonhos serão restaurados, eu sei, é difícil esperar o tempo passar, é difícil ter que ter outros sonhos, afinal, aquele sonho era tão bom, tão perfeito, às vezes eu me pergunto – Deus não foi o Senhor que colocou esse sonho no meu coração? Não entendo porque ele não aconteceu. Mas quer saber, não temos que entender, nosso sonho não aconteceu e precisamos crer que foi porque teremos algo melhor, afinal, Deus tem o melhor para nós. Eu creio nisso e assim tenho buscado paz e encontrado consolo na minha espera. É como diz a música
"Deus tem o melhor pra mim
E o que perdido foi
Não se compara com o que há de vir"
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Lágrimas – O 27º culto
Culto ministrado na extensão Asa Norte dia 19/09. Foi dia de casal “benção pura”, já disse que quando isso acontece é muito bom. Pastora Jackeline nos falou sobre a importância em agradecer, de boa... isso é uma das coisas que eu mais gosto e mais faço, agradeço a Deus sempre, toda hora e muito, muito, muito. Sou tão grata a Deus que não me canso de agradecer, essa é a melhor hora do dia pra mim, agradecer. Ela ainda nos lembrou da necessidade da oração profunda, ela disse “a oração deve doer, porque são gemidos inexpressíveis”, puxa que coisa densa pensei eu, minhas orações não doem, elas são ao contrário muito leves.
Depois da pastora foi a vez do pastor Sandro, ele disse mais ou menos assim “O primeiro livro do Novo Testamento Mateus 5:4 fala sobre lágrimas “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”, o último livro do Novo Testamento Apocalipse 5:4,5 também fala sobre lágrimas “E eu chorava muito porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não chores”. Não subestime o valor de uma lágrima, as lágrimas de João trouxeram a resposta aos anciãos. Ninguém gosta de chorar. Achamos que o choro é sinal de tristeza e o sorriso é sinal de alegria, mas isso não é verdade, há pessoas que sorriem e não são felizes e há pessoas que choram e são felizes. Há poder nas lágrimas sinceras, lembre-se, no dia do juízo Deus enxugará nossas lágrimas. Quando Pedro reencontrou Jesus ele estava desviado, ele estava pescando e ainda tinha levado consigo outros e ele estava nu, Jesus o pergunta – Pedro tu me amas? E pergunta novamente e novamente, apenas quando Pedro chora, quando Pedro é verdadeiro e sincero no seu amor Jesus o sente. Quantas e quantas vezes fazemos o mesmo, dizemos a Deus que o adoramos e o amamos mas não sentimos o poder do nosso amor, não sentimos nosso amor verdadeiro? Mas Deus escuta e vê nosso choro e nosso coração e Ele se comove quando há verdade em nossas lágrimas”
Bem, já postei isso uma vez e repito, não gosto de chorar e detesto o choro alheio, eu sei é insensível mas é verdadeiro, tenho problemas com choro, claro que choro mas é algo que me constrange e me incomoda, se for em público então afffffff esse culto mexeu muito comigo. Lágrimas podem ser pacificadoras? Lágrimas podem não significar tristeza ou dor ou vergonha?
Sabe, infelizmente acho que banalizamos as lágrimas, choramos por quase tudo ou quase nada, lágrimas viraram nossa ferramenta de chantagem emocional, choramos quando não conseguimos nos explicar, choramos porque queremos algo e não temos, choramos porque recebemos um não, choramos por vergonha, choramos por muito motivos, mas, nossas lágrimas são sinceras? Elas são fruto do nosso sentimento profundo ou da nossa falta de controle emocional? Sempre quis entender porque Jesus perguntou três vezes a Pedro se ele O amava. Jesus queria que Pedro se entregasse, se derramasse na Sua presença.
Domingo passado estive na Santa Ceia....ah! (suspiro) que momento especial, é momento de comunhão, de renovação, de aliança. Sempre me emociono e choro na Santa Ceia (ai que raiva), mas é um momento tão profundo e intenso que lágrimas teimosas deslizam na minha face. Eu estava em plena comunhão com Deus e me lembrei da passagem de Pedro e da palavra do pastor Sandro e quando percebi minha oração estava doendo, não havia algo me machucando, mas era doída a minha oração, era súplica, era clamor, era desejo intenso de comunhão, e lá estava eu, assim como Pedro, chorando e dizendo - tu sabes que te amo Senhor. Lágrimas podem ser pacificadoras, havia muita paz nas minhas lágrimas, lágrimas podem não significar tristeza ou dor ou vergonha porque eu não estava triste ou sofrendo ou envergonhada, me sentia em comunhão plena com Deus, só existia Ele e eu.
Depois da pastora foi a vez do pastor Sandro, ele disse mais ou menos assim “O primeiro livro do Novo Testamento Mateus 5:4 fala sobre lágrimas “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”, o último livro do Novo Testamento Apocalipse 5:4,5 também fala sobre lágrimas “E eu chorava muito porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não chores”. Não subestime o valor de uma lágrima, as lágrimas de João trouxeram a resposta aos anciãos. Ninguém gosta de chorar. Achamos que o choro é sinal de tristeza e o sorriso é sinal de alegria, mas isso não é verdade, há pessoas que sorriem e não são felizes e há pessoas que choram e são felizes. Há poder nas lágrimas sinceras, lembre-se, no dia do juízo Deus enxugará nossas lágrimas. Quando Pedro reencontrou Jesus ele estava desviado, ele estava pescando e ainda tinha levado consigo outros e ele estava nu, Jesus o pergunta – Pedro tu me amas? E pergunta novamente e novamente, apenas quando Pedro chora, quando Pedro é verdadeiro e sincero no seu amor Jesus o sente. Quantas e quantas vezes fazemos o mesmo, dizemos a Deus que o adoramos e o amamos mas não sentimos o poder do nosso amor, não sentimos nosso amor verdadeiro? Mas Deus escuta e vê nosso choro e nosso coração e Ele se comove quando há verdade em nossas lágrimas”
Bem, já postei isso uma vez e repito, não gosto de chorar e detesto o choro alheio, eu sei é insensível mas é verdadeiro, tenho problemas com choro, claro que choro mas é algo que me constrange e me incomoda, se for em público então afffffff esse culto mexeu muito comigo. Lágrimas podem ser pacificadoras? Lágrimas podem não significar tristeza ou dor ou vergonha?
Sabe, infelizmente acho que banalizamos as lágrimas, choramos por quase tudo ou quase nada, lágrimas viraram nossa ferramenta de chantagem emocional, choramos quando não conseguimos nos explicar, choramos porque queremos algo e não temos, choramos porque recebemos um não, choramos por vergonha, choramos por muito motivos, mas, nossas lágrimas são sinceras? Elas são fruto do nosso sentimento profundo ou da nossa falta de controle emocional? Sempre quis entender porque Jesus perguntou três vezes a Pedro se ele O amava. Jesus queria que Pedro se entregasse, se derramasse na Sua presença.
Domingo passado estive na Santa Ceia....ah! (suspiro) que momento especial, é momento de comunhão, de renovação, de aliança. Sempre me emociono e choro na Santa Ceia (ai que raiva), mas é um momento tão profundo e intenso que lágrimas teimosas deslizam na minha face. Eu estava em plena comunhão com Deus e me lembrei da passagem de Pedro e da palavra do pastor Sandro e quando percebi minha oração estava doendo, não havia algo me machucando, mas era doída a minha oração, era súplica, era clamor, era desejo intenso de comunhão, e lá estava eu, assim como Pedro, chorando e dizendo - tu sabes que te amo Senhor. Lágrimas podem ser pacificadoras, havia muita paz nas minhas lágrimas, lágrimas podem não significar tristeza ou dor ou vergonha porque eu não estava triste ou sofrendo ou envergonhada, me sentia em comunhão plena com Deus, só existia Ele e eu.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Vamos florescer?
Brasília passou recentemente por um período prolongado de seca, fazia mais de 3 meses que não caia nenhuma gota do céu. Bem, tenho que confessar que sou quase um calango, gosto de clima seco e quente, mas até eu estava torcendo pra cair uma chuvinha e ela caiu, bem num foi uma chuvinha foi um toró, muuuuuuita água caindo do céu, água que limpou tudo e regou toda a terra.
Mas, o que me surpreendeu é o fato de que apenas uma chuva já é o suficiente para que a grama brote verde e forte, pessoas, antes da chuva a grama estava morta, acredite, era só a lembrança de vida que houve um dia nela, era uma grama seca, dura e sem vida. Não somos diferentes dessa grama, podemos ter vida nova depois de períodos de seca, todos nós temos nossos períodos de escassez, de quase morte. Quantas vezes falamos “nunca mais faço isso, nunca mais quero isso, nunca mais, nunca mais...” e com isso deixamos a seca entrar em nossas vidas, que burrice, que arrogância, quem somos nós para saber o dia de amanhã, o nunca não existe, deixemos de lado tanta assertividade, tantas convicções, entreguemos a Deus nossas vontades e por favor vamos deixar-Lo trabalhar, Ele nos surpreende, Ele sabe de todas as coisas, vamos resgatar nossa capacidade infinita de germinar, de ter vida nova onde antes só tinha deserto.
Havia algo seco em minha vida, veio uma chuva e vi vida brotando no campo árido. Para mim essa vida nova poderia ter se tornado um lindo jardim, mas não tinha como e ela se tornou uma flor apenas, revolta? Dor pelo jardim que não aconteceu? Claro que não, estou apaixonada pela minha florzinha solitária, ela é linda, vou protegê-la, vou cuidar para que essa florzinha cresça semeie muito amor no meu coração e parta em paz. Era um terreno árido, sem vida, sem nem esperança de vida, sem vontade de vida, terreno que eu não regava, que eu não cultivava nada (embora eu tenha arrancado ervas daninhas e deixado tudo limpo). Algumas sementes chegaram a cair nesse terreno mas não brotaram, não havia água suficiente, para uma flor florescer é preciso água, é preciso que ela se firme no solo e era um terreno que eu não pensava nele então sementes caiam mas não floresciam, mas, um dia nesse campo seco, no meio do nada surgiu uma flor e tudo mudou, como Deus é maravilhoso! Não vejo o jardim que não brotou, vejo a flor que surgiu, que linda flor, que surpresa agradável. Podemos sempre florescer e germinar, sempre, sempre, sempre. Meu coração está em festa, vejo flores por todos os lados, sou uma fonte inesgotável de sentimentos bons, posso amar, posso me apaixonar quantas vezes necessário for, foi só uma linda florzinha dessa vez mas sei que um dia ainda terei o meu jardim.
Mas, o que me surpreendeu é o fato de que apenas uma chuva já é o suficiente para que a grama brote verde e forte, pessoas, antes da chuva a grama estava morta, acredite, era só a lembrança de vida que houve um dia nela, era uma grama seca, dura e sem vida. Não somos diferentes dessa grama, podemos ter vida nova depois de períodos de seca, todos nós temos nossos períodos de escassez, de quase morte. Quantas vezes falamos “nunca mais faço isso, nunca mais quero isso, nunca mais, nunca mais...” e com isso deixamos a seca entrar em nossas vidas, que burrice, que arrogância, quem somos nós para saber o dia de amanhã, o nunca não existe, deixemos de lado tanta assertividade, tantas convicções, entreguemos a Deus nossas vontades e por favor vamos deixar-Lo trabalhar, Ele nos surpreende, Ele sabe de todas as coisas, vamos resgatar nossa capacidade infinita de germinar, de ter vida nova onde antes só tinha deserto.
Havia algo seco em minha vida, veio uma chuva e vi vida brotando no campo árido. Para mim essa vida nova poderia ter se tornado um lindo jardim, mas não tinha como e ela se tornou uma flor apenas, revolta? Dor pelo jardim que não aconteceu? Claro que não, estou apaixonada pela minha florzinha solitária, ela é linda, vou protegê-la, vou cuidar para que essa florzinha cresça semeie muito amor no meu coração e parta em paz. Era um terreno árido, sem vida, sem nem esperança de vida, sem vontade de vida, terreno que eu não regava, que eu não cultivava nada (embora eu tenha arrancado ervas daninhas e deixado tudo limpo). Algumas sementes chegaram a cair nesse terreno mas não brotaram, não havia água suficiente, para uma flor florescer é preciso água, é preciso que ela se firme no solo e era um terreno que eu não pensava nele então sementes caiam mas não floresciam, mas, um dia nesse campo seco, no meio do nada surgiu uma flor e tudo mudou, como Deus é maravilhoso! Não vejo o jardim que não brotou, vejo a flor que surgiu, que linda flor, que surpresa agradável. Podemos sempre florescer e germinar, sempre, sempre, sempre. Meu coração está em festa, vejo flores por todos os lados, sou uma fonte inesgotável de sentimentos bons, posso amar, posso me apaixonar quantas vezes necessário for, foi só uma linda florzinha dessa vez mas sei que um dia ainda terei o meu jardim.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Entendi Maria
Consegui entender uma passagem que para mim era complicada. A passagem de Marta e Maria.
“E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” Lucas 10:38,42
Sempre que eu lia ou ouvia sobre essa passagem eu pensava – imagina se todo o mundo resolve ser Maria, o mundo pára, pobre Marta. Embora eu já tenha postado outro ponto de vista e afirmado que Marta além de não ouvir a Jesus ainda queria tirar Maria da adoração eu no fundo sempre imaginei a cena da Marta trabalhando e alimentando a todos e Maria ali parada ouvindo Jesus. O fato é, sempre fui da política de primeiro a obrigação e depois a diversão e infelizmente associava o ato de Maria à diversão. Te digo não é, adorar a Deus é obrigação, deveríamos parar tudo para isso. E foi o que eu fiz, dia desses eu havia me comprometido com algo para a minha igreja durante um louvor, mas queria tanto tanto tanto ouvir aquele louvor, estava com tanta sede de Deus, queria tanto adorá-Lo que embora tenha achado minha atitude errada (aos olhos humanos) sei que fiz o certo. Enquanto eu estava no louvor confesso que fiquei apreensiva porque eu não devia estar ali e sim cumprindo minhas obrigações, mas me lembrei dessa passagem e pensei – vou ser Maria. Sei que precisava fazer outra coisa mas eu não queria e não conseguia fazer nada diferente do que louvar a Deus. Entendi Maria, embora também tenha entendido Marta, o surpreendente dessa vez foi que eu fui Maria. Não estou pregando a desobediência, mas às vezes precisamos largar TUDO e todos e apenas louvar. Quer saber? Penso que Maria sabia que tinha que trabalhar, sabia que tinha que ajudar a irmã, ela pode ter pensado “puxa eu tinha que me levantar e ajudar Marta” mas acredite, Maria não conseguia, ela só conseguia adorar a Jesus.
“E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” Lucas 10:38,42
Sempre que eu lia ou ouvia sobre essa passagem eu pensava – imagina se todo o mundo resolve ser Maria, o mundo pára, pobre Marta. Embora eu já tenha postado outro ponto de vista e afirmado que Marta além de não ouvir a Jesus ainda queria tirar Maria da adoração eu no fundo sempre imaginei a cena da Marta trabalhando e alimentando a todos e Maria ali parada ouvindo Jesus. O fato é, sempre fui da política de primeiro a obrigação e depois a diversão e infelizmente associava o ato de Maria à diversão. Te digo não é, adorar a Deus é obrigação, deveríamos parar tudo para isso. E foi o que eu fiz, dia desses eu havia me comprometido com algo para a minha igreja durante um louvor, mas queria tanto tanto tanto ouvir aquele louvor, estava com tanta sede de Deus, queria tanto adorá-Lo que embora tenha achado minha atitude errada (aos olhos humanos) sei que fiz o certo. Enquanto eu estava no louvor confesso que fiquei apreensiva porque eu não devia estar ali e sim cumprindo minhas obrigações, mas me lembrei dessa passagem e pensei – vou ser Maria. Sei que precisava fazer outra coisa mas eu não queria e não conseguia fazer nada diferente do que louvar a Deus. Entendi Maria, embora também tenha entendido Marta, o surpreendente dessa vez foi que eu fui Maria. Não estou pregando a desobediência, mas às vezes precisamos largar TUDO e todos e apenas louvar. Quer saber? Penso que Maria sabia que tinha que trabalhar, sabia que tinha que ajudar a irmã, ela pode ter pensado “puxa eu tinha que me levantar e ajudar Marta” mas acredite, Maria não conseguia, ela só conseguia adorar a Jesus.
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