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Tive uma experiência de conversão e sinto minha fé renovada. Esse blog não pretende: convencer ninguém a nada; converter ninguém a religião alguma. Não leia se vc acredita que só existe o seu Deus ou se vc só acredita na sua religião. Leia: quem assim como eu tenha decidido mudar de religião e que esteja assustada e com dúvida. Mas, esse blog serve de fato para que eu possa registrar meu caminho ao longo do ano de 2010 e para que eu possa observar o que aconteceu comigo e com a minha fé.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Submissão e obediência - O 20º culto

Esse é um culto antigo, ele foi ministrado na sede no dia 23/05 (vixe é antigo mesmo) pelo pastor Samir Faraj em uma manhã, demorei a postá-lo por dois motivos: primeiro porque demorei pra maturá-lo, segundo porque minhas amadas pitucas andam sem rotina por causa das férias e comprovei, empiricamente, que a falta de rotina e limites gera desatenção, desorientação e por consequência a desobediência, então, esse culto cai como uma luva para que eu possa lembrar quão importante é a obediência. Como o culto tem muito tempo, minhas anotações estão falhas e posso cometer erros na fala do pastor, mas vou passar a mensagem que foi e é para mim muito importante.
O pastor falou mais ou menos assim “A submissão é diferente da obediência. A obediência é mandada, a submissão é voluntária. Eu quero ser submisso e eu tenho que ser obediência. Apesar de diferentes elas andam juntas, se complementam, se somam. Não há submissão sem obediência e não há obediência sem submissão” Cara, saca que isso é muito forte, presta atenção, é mais ou menos assim: Eu escolhi ser submissa a Deus, Ele é o meu Senhor e meu Salvador. Eu voluntariamente (porque ninguém colocou uma arma na minha cabeça e mandou eu ser submissa a Deus) escolhi ser submissa, então não há conflito, eu escolhi, eu quero ser submisso, então, não tem lamentação, não tem murmuração, não tem reclamação. Já a obediência não é voluntária, ela é imposta, senão não seria obediência, seria oba oba, seria obediência de mim mesma (segura esse ponto que daqui a pouco a gente fala dele), obediência não é opção é necessidade, sem ela vc não é submisso a Deus, sem ela vc não viverá dentro das leis de Deus, não tem essa de querer ser obediente nisso e naquilo, nessa e naquela outra situação, a obediência precisa ser plena, é uma atitude que vc assume.
Penso na obediência como aquelas balinhas de frutas que vem em uma caixinha e que contém vários sabores, comemos as balinhas vermelhas, mas também comemos as verdes, as amarelas, as roxas, as laranjas. Eu curto as vermelhas e as roxas, meu irmão (caraca que saudades do meu irmão, ele mora em outra city – bro, Deus te abençoe muito, muito, muitão) curte as amarelas e laranjas e na boa acho que ninguém curte as verdes, elas estão lá para fazerem volume. Nossa obediência é para mim essa caixinha, algumas tarefas fazemos com prazer, outras nem tanto e outras é duro de engolir, eu demorava chupando as balinhas preferidas, as mais ou menos eu mastigava e tentei algumas vezes trocar as verdes com o meu irmão, mas, embora mais novo ele não era assim tão burro, no final eu acaba comendo também as verdes e descobria que nem eram tão ruins assim. Algumas pessoas vão dizer “eu jogava as verdes fora, não vou comer uma balinha que não gosto” outras dirão “eu não comprava dessas balinhas, só comprava a caixa que vinha as vermelhas”, pois é, a caixinha que só tem vermelhas é nova no mercado, quando eu era pirralha ela não existia e confesso que quando eu a vi pela primeira vez não tive uma sensação de sonho realizado, achei que era uma pouca vergonha uma caixa só de balinhas vermelhas, “onde o mundo vai parar?” Pensei eu, daqui a pouco ninguém mais vai fabricar balinhas roxas ou laranjas ou amarelas (as verdes não sei por que ainda não pararam de fabricar), eu olhei para aquela caixa de balinhas vermelhas estarrecida e lembro-me de ter pensado, “vamos ser um mundo de uma só balinha”. A obediência tem tudo a ver com essa caixinha tutti fruti e com o nosso comportamento diante dela, quem joga a balinha verde fora é um forte candidato a ser uma pessoa incompleta e infeliz, lembre-se do que eu disse “no final eu acaba comendo também as verdes e descobria que nem eram tão ruins assim”, se vc é desobediente e come só as balinhas que vc gosta vc perde a incrível oportunidade de descobrir que o que parecia tão ruim no começo não é tão ruim no final e vc aprende que existem outros sabores e que eles tem o seu valor, ser obediente EM TUDO não é escolha, não se vc quiser obter sucesso. Independente do sucesso que vc quer alcançar se no trabalho, na igreja, nas suas relações, ele passa pela obediência, vc precisa comer todas as balinhas, vc precisa ser obediente mesmo quando uma coisa não parece ter muito sentido (já disse que não entendo porque as balinhas verdes existem), alguém acima de vc te deu uma ordem e vc precisa obedecer, vc pode questioná-la, vc pode tentar melhorar essa ordem, mas fatalmente vc terá que obedecê-la, sempre há um chefe, sempre há alguém para te dar uma ordem, se vc é dono de uma empresa vc tem clientes, vc precisa ser obediente às necessidades desses clientes, talvez vc passe a produzir um produto que vc não usaria, mas vai ter que produzir se quiser continuar competitivo, vai ser obediente ao mercado, às pesquisas e tendências. No trabalho isso parece óbvio, mas precisa ser a mesma regra em todas as outras áreas: nas suas relações pessoais; na sua igreja e na sua família. Bem, vc pode optar pela desobediência, mas pague o preço dela. Há dois dias estou pedindo mais obediência para as minhas pitucas, elas estão com a terrível brincadeira de brincar de tudo a toda hora e de não fazer o que eu peço, pra falar a verdade elas nem escutam o que eu peço “são crianças, coitadinhas”, vai nessa que vc vai ver onde seus filhos vão parar no futuro. Pois bem, a luta do momento é a fatídica hora de dormir, “Juliana, põe o pijama. Isadora escove os dentes” e as duas cantando, “Juliana, por favor ponha o pijama e vá escovar os dentes. Isadora eu já pedi para vc ir escovar os dentes, desce do armário” e as duas brincando, “olha eu já mandei vcs pararem AGORA com isso e irem dormir” e as duas assustadas com os gritos e esperando eu virar para recomeçarem a brincadeira, pois bem, ontem Isadora caiu da cama e eu perguntei a elas “o que aconteceu?” “Mãe, a Isadora foi dar um pulo mortal e caiu da cama”, “não foi nada disso mãe, eu pedi pra Juliana me segurar e ela não segurou” e eu para as duas “nada disso, sabe o que aconteceu? Vcs foram desobedientes, se vcs tivessem obedecido ao meu pedido nada disso teria acontecido, agora vão trocar os pijamas, escovar os dentes, fazer xixi e vão dormir. Quando a mamãe fala para vcs fazerem uma coisa vcs precisam ser obedientes porque eu estou buscando o melhor para vcs, se vcs tivessem obedecido não teriam se machucado. E agora vcs se machucaram e vão ficar de castigo porque não me obedeceram” URUUUUUUUUUU detonei, queria ter gravado a cara das pitucas, tão boazinhas e obedientes affffffffffff. Mas, querem saber o pior, somos como as pitucas, quebramos nossa cara dando saltos mortais enquanto deveríamos estar obedecendo e depois fazemos cara de bom moço, de boa moça e queremos voltar atrás para podermos ser obedientes, “não vamos mais fazer isso”, quebramos a nossa cara porque não fomos obedientes e ainda temos a cara-de-pau de colocar a culpa nos outros, na condição climática, na falta de grana, na falta de tempo e blá, blá, blá, fala sério! Tá afins de ser desobediente então seja, diga “não vou fazer”, “não concordo”, “não faço”, “não aceito”, “tô fora” mas depois arque com as consequências disso. Queremos ser desobedientes e não perder o emprego, faltamos a aula e achamos que temos o direito a fazer a prova? Queremos ser desobediente mas queremos as graças de Deus? Já falei isso no blog e vou repetir, estamos criando uma geração de descompromissados, não persistimos, descartamos situações e pessoas muito facilmente e queremos ainda viver as graças de Deus e sermos pessoas bem-sucedidas, somos um bando de garotos mimados. Parece piada, mas muitos de nós estamos vivendo assim, desse jeitinho, desse naipe, estamos criando uma lista com o que vou e o que não vou obedecer, caia na real, obediência é pacote fechado vc abre a caixa sem saber quantas balinhas vermelhas e quantas verdes há dentro dela.
Agora pegue aquele ponto que deixei lá em cima “Já a obediência não é voluntária, ela é imposta, senão não seria obediência, seria oba oba, seria obediência de mim mesma”, sabe o que é a obediência a si mesma? É aquela pessoa que só come um tipo de balinha, vc acha que pode viver sendo obediente apenas a si mesmo, vc pode até achar que é feliz assim, que vive em paz com o mundo e coisa e tal, ao estilo: “sendo feliz vale tudo”, “eu tenho meu Deus e vivo bem com Ele sem ir pra igreja ou orar. Não preciso de religião, eu e Deus nos entendemos do nosso jeito” - nosso quem cara pálida, do seu jeito né? Tipo, vc escolhe como quer ser relacionar com Deus e ele aceita, nem como piada é engraçado, “cada um na sua fazendo o que curte”, “sou diferente e isso é que me faz especial”, “sou do meu jeito gostou bem, não gostou amém”, confundimos amor-próprio com autoafirmação, ou pior, com falta de afirmação, porque quem come uma só balinha tem o mesmo comportamento de quem come todas e não prefere nenhuma, nos dois casos a pessoa só faz o que gosta. Não sei onde ouvi isso mas gostar de tudo é o mesmo que não gostar de nada, é apenas uma forma diferente de dizer isso, quer ver? Quem diz que gosta de comer tudo está dizendo que não gosta de nada, que come qualquer coisa. Quando gostamos de alguma coisa, quando sonhamos com alguma coisa não queremos nada diferente disso, entende? Eu gosto de balinhas vermelhas e roxas, ou seja, eu não gosto das outras, as vermelhas e roxas são as melhores (e se vc tiver bom gosto vai chegar a mesma conclusão kkkkkkkkkkkk) se vc gosta de todas as balinhas é um jeito diferente de dizer que não gosta de nenhuma em especial, vc não gosta de nenhuma balinha, tanto fez, tanto faz, não é que vc goste de todas as balinhas iguais, não é que todas as balinhas sejam deliciosas, tu pode até achar isso, mas no fundo o que rola é que vc não faz diferença entre elas, tanto fez tanto faz tu não gosta de nenhuma, sacou? Então, se vc gosta de tudo, se vc acha tudo normal, bro, se liga que na vera, na rocha o que vc está é não gostando de nada, não é que tudo é normal, tudo não faz diferença pra vc, não tem nada especial, nada se destaca, tá tudo no mesmo saco. Estamos vivendo a era da normalidade, tudo é normal, rompemos a linha tênue do normal para o absurdo e nem percebemos, achar tudo normal é o mesmo que dizer que nada é especial, que nada merece destaque, que tudo é a mesma coisa e isso é massa e sabe por quê? Porque assim não precisamos ser obedientes a nada, não precisamos nos comprometer com nada, não precisamos formar nossa opinião, não precisamos nos expor, tudo é aceitável, tudo é certo, a indústria criou a caixinha com as balinhas vermelhas e nós criamos nossa vida monocromática, hei mermão acorda, se liga... pare de gostar de tudo, isso é a mesma coisa que não gostar de nada, goste de alguma coisa, destaque o melhor do meio da massa, se imponha, se comprometa, ACORDE! E sabe o que vai acontecer quando vc gostar de alguma coisa? Quando vc escolher a sua balinha preferida? Vc vai precisar ser obediente, num dá pra viver em rebelião 24h por dia, não dá pra ser do contra a sua vida inteira, a sua vida não é feita de uma só balinha e vc vai precisar comer as outras, e nessa hora vc pode fazer isso de 2 jeitos, de maneira humilde ou humilhada. Não sei se já escrevi isso e estou me tornando repetitiva, mas tem uma historinha que me fez entender a diferença entre humilde e humilhado, haviam 2 homens e eles tinham a mesma função, limpar a latrina, um chegava todos os dias feliz e o outro arrasado, a diferença era que um limpava a latrina com humildade e o outro limpava a latrina humilhado, nem preciso dizer quem chegava feliz e quem chegava arrasado no trabalho, pois é, em nossas vidas limpamos muitas latrinas, como vc anda limpando as suas? Eu por muito tempo as limpei humilhada porque não entendia a obediência, achava que isso era para os otários e que ser rebelde era um charme, hoje limpo latrinas de maneira humilde, porque sei que faz parte da vida e sei que para se ter uma latrina limpa é preciso alguém para limpá-la, hoje sou eu, amanhã pode ser outra pessoa, mas ela precisa ficar limpa. Minha vida mudou depois que passei a ser obediente e humilde, passei a ser uma pessoa feliz, desencanada, encontrei a paz. Não diga que tudo dá errado na sua vida, nem tudo é guerra, nem tudo é ordem, nem tudo é goela abaixo, o mundo não te persegue, mas, se sua vida tá assim pare um pouco e pense como vc anda limpando suas latrinas ou comendo as balinhas verdes da sua vida.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Culto na internet

Apesar de ter estado ontem no culto (aliás, culto MASSA, show total, o pastor Sandro detonou, vou escrever esse culto prometo)também vi a palavra do pastor Fadi no site www.ministeriodafe.com.br/tv todos os cultos que estão disponíveis eu já vi (no site mesmo) e te digo, alimento puro para a alma, água límpida para sua sede de Deus, bem, a minha sede é imensa e tenho que beber dessa fonte todos os dias.
NÃO VOU DAR COLA desses cultos, conecte-se e assista estão disponíveis para todos, mas, já te aviso, os cultos não ficam pra sempre no site como eu imaginava, por exemplo, o culto do perdão que eu postei uma nota dizendo que estava disponível já não está mais, viu viu, quem não viu não vê mais, então fica vacilando que vc vai perder palavras que podem mudar sua vida, a escolha é sua.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Quebra de maldição – ai que medo!

Seguinte... quebra de maldição é um nome muito forte, pra quem não é crente pior ainda, tipo esse lance de maldição é punk mesmo, quebra de maldição então... affffffffff fala sério, tem um ar sobrenatural, tipo o bem versus o mal, seriado americano de luta com demônios e coisas desse naipe. Bem, num posso dizer que não é nada disso, mas também não posso dizer que é isso. O que vou escrever aqui é a MINHA experiência de quebra de maldição, a propósito, quebra de maldição varia muito de igreja para igreja, umas possuem um culto especial para quebra de maldições, outras fazem quebra individual, enfim, varia. A assustadora quebra de maldição não é aspirina, ou seja, não vai sarar todas as suas doenças espirituais e vc deve fazer sob a orientação do seu pastor, aliás, eu tenho a permissão do meu pastor (Pr. Sandro Soares) para relatar minha experiência e faço isso com o intuito de ajudar alguém que possa estar precisando e também para deixar registrado mais esse caminho espiritual importante que percorri. Eu não tinha lido, não tinha ouvido nada sobre quebra de maldição, mas um dia precisei de uma orientação do meu pastor a cerca de um problema que nem lembro mais o que era, ah! Lembrei, mas não vem ao caso relatar, o fato é que rolou um diálogo mais ou menos assim:
- Alice, vc precisa fazer uma quebra de maldição
- Pastor, tu tá doido? Eu tenho medo dessas coisas de demônios, de gente possuída, tenho muito medo, não mexo com isso não, tô fora
- Alice, quem te disse isso? Quebra de maldição não é nada disso. A quebra serve para limpar nosso espírito de coisas ruins que aconteceram no nosso passado, nos liberta do pecado, nos liberta de sentimentos ruins. Precisamos estar livres para louvar e adorar a Deus, precisamos estar libertos de sentimentos ruins, de atitudes negativas, erradas, de vícios, de pessoas. Vc não está presa a pessoas e pensamentos do passado?
- Acho que sim
- Então vc precisa fazer a quebra
- Pô pastor mas na boa, esse nome é assustador, não sei não
- Pense na quebra de maldição como uma faxina espiritual
Olha, eu achei massa essa expressão “faxina espiritual”, mas aí o meu pastor seria uma espécie de faxineiro kkkkkkkkkkkkkkkk falando sério, pense na quebra de maldição como uma coisa leve, boa, tranquila, porque assim foi comigo, um faxina espiritual, limpeza da alma, renovação do seu ser, tipo, zerou, estou me reconstruindo em bases sólidas e limpas. Eu saí da igreja desconfiada e com um questionário para preencher, ah sim, antes deu preencher o questionário eu precisaria orar, ler passagens da bíblia e o mais importante, pedir ao Espírito Santo para que eu pudesse lembrar de tudo. O questionário é mega completo e só de preencher esse questionário já é uma faxina e tanto, lá tem tudo, confesso que em alguns itens pensei “– caraca, o que é que isso tem a ver?” e em outras partes “- vixe, aqui o povo viajou” mas preenchi tudo em verdade e com extrema atenção, foi a prova mais difícil que eu já fiz, vestibular é pinto perto desse questionário, assumir algumas coisas pra si mesmo é duro, falar sobre si mesmo é ainda pior. Bem, a essa altura eu já estava animada e como boa Alice pagadora de vexa que sou, liguei pra minha igreja pra saber se eu podia convidar uma amiga (a Kênia) pra minha quebra, bicho, a pessoa que atendeu nem acreditou no que estava ouvindo, mas, na minha fantasia a quebra de maldição ia ser um evento pirotécnico, com plateia e aplausos, eu ia receber um diploma por ter tido a coragem de preencher o questionário todo, ia receber a nota máxima, o canudo da minha formatura espiritual, mas..... não era nada disso que ia acontecer... voltei ao gabinete do pastor com o meu questionário super preenchido e na boa fiquei de cara, acho que marquei quase 90% dele, o que é mal galera, aliás é muuuuuuito mal... quer dizer que eu barbarizei grande parte da minha vida e nem tinha me dado conta disso, mas fui salva e isso é o que importa, podia ter sido pior. Mostrei o questionário pro pastor, ele conversou comigo sobre vários pontos e paramos em ponto em especial, que, como diz a comediante, “prefiro não comentar”. O pastor me passou um dever, e lá voltei eu pra casa com o meu questionário debaixo do braço, eu precisava preencher dois itens, cara, eram 2 míseros itens mas que me deram uma semana de preenchimento exaustivo. O questionário ficava na minha bolsa e a cada telefonema, conversa ou uma simples lembrança, lá tava eu preenchendo o questionário affffffff. Voltei depois de uma semana com o dever de casa completo, bem mais humilde, sozinha, sem fantasias e nem devaneios de plateia ou aplausos, mas com a sensação de dever cumprido, bem, seria se o pastor não tivesse me passado um dever muuuuuuuuuito pior. Eu precisava quitar minha dívida espiritual com algumas pessoas, vixe, que coisa mais punk. Eu precisava curar umas feridas que estavam abertas, tirar toda magoa da minha vida, entregar uma pessoa para Deus cuidar e perdoar meu passado. Eu só poderia voltar depois disso. Tá achando que é fácil? Te digo, não é. Criamos apego pelas nossas mágoas, acostumamos com feridas que não deixamos fechar, insistimos em nos preocupar e em querer pessoas que não se preocupam e nem nos querem mais, cultivamos nosso passado e não deixamos ele passar. Meu pastor foi categórico quando disse “Alice, suas recordações não vão acabar. Vc vai lembrar de situações que te magoaram, de pessoas que te feriram, mas elas não podem nem te magoar e nem te ferir mais. O que passou passou. Vc vai lembrar de tudo, mas com bons sentimentos”, aí eu perguntei “mas pastor como vou saber se eu me livrei de mágoas e perdoei?”, ele só respondeu “vc saberá”. O pastor orou por mim, me orientou em como proceder durante a oração de libertação (ele num chamou assim mas acho que posso chamar dessa forma) e me mandou pra casa com esse mega dever. Fala sério galera, vc acreditaria que do nada vc ia sentir que estava curado? Que vc ia saber que estava livre? Eu não acreditei, saí de lá pensando “– será que vou conseguir voltar? Caraca que dever de casa mais pesado, num tinha nada mais fácil não? E se eu não conseguir?”. No dia seguinte eu me via novamente com esse sentimento de dúvida, mas gente... a dúvida não é de Deus, então orei, orei forte e cri que eu seria liberta sim, que iria ficar curada de todo o mal sim. E toda a vez que vinha um “será” eu derrubava ele, eu orava, eu repreendia e quando me senti preparada, e por incrível que pareça é como o pastor disse a gente sente e pronto, eu fiz a oração que o pastor me ensinou. O pastor tinha me dito pra orar da forma com que ele me ensinou quantas vezes fosse preciso, mas foi um momento tão forte, tão impactante que bastou uma vez só. Olha gente, sem muuuuuuito lance de sobrenatural falou? Sem esse papo de luz que surge do céu, de voz do além, de energia que envolve a gente etc e tals, tipo, eu acredito pacas nisso (num acreditava antes mas agora acredito) mas num foi nada disso que rolou comigo, enquanto eu ia orando, enquanto eu ia conversando com Deus, enquanto eu ia clamando por libertação eu ia me sentindo livre, sei lá o que é... num sei muito bem descrever o sentimento, é um lance que a gente sente, mas o fato é: as palavras iam fluindo e eram palavras verdadeiras, quando eu terminei eu estava me sentindo muito bem e dormi um sono leve, tranquilo e no dia seguinte acordei com um sentimento bom e tenho acordado assim todos os dias depois desse dia. É verdade, às vezes lembro de pessoas e fatos, mas não me dói mais, não me ferem, não me entristeço, não me puno por não ter feito diferente, apenas lembro do que aconteceu e estou em paz. Quando eu voltei no gabinete do pastor para concluir minha quebra eu tava me sentindo mega leve, num deu pra eu contar tudo isso pro pastor porque bicho, o cara é tipo pop star, ele tem meia hora pra vc e já tem outra pessoa e já tem outra pessoa e já tem outra pessoa affffff mas nem precisei, ele releu meu questionário e orou por mim me libertando de todo o mal, de todo o sentimento ruim, de tudo que me prendia. Foi massa demais, foi sensacional, Deus estava ali me protegendo. E pra não dizer que não rolou nada sobrenatural... durante a oração dele eu senti como se alguma coisa estivesse sendo rompida a minha volta e assim que eu tive essa sensação o pastor disse que tinha visto uma corda que me prendia sendo rompida, tipo eu senti e o cara falou, isso foi um tanto quanto assustador sim, mas foi também muito libertador.
Demônios? Não, não vi nenhum. Minha quebra não pareceu nenhum capítulo de seriado americano, ela foi calma, apesar de intensa, foi tranquila, apesar de forte e libertadora, apesar de exaustiva. Minha quebra começou no dia 29/04 e durou 4 semanas mais ou menos, só agora me vi preparada para escrever sobre ela e te digo, foi uma das coisas mais certas que eu já fiz. Se vc deve fazer? Só vc sabe, mas se optar por fazer vou reafirmar o que disse no começo, vc só pode fazer sob a orientação de um pastor.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Voltei

Tirei férias uruuuuuuuuuuu e essas férias foram mesmo especiais. Foram férias verdadeiras, de tudo, do trabalho, das preocupações, da rotina, pude curtir imensamente minhas pitucas e deu vontade de viver só curtindo a cria ai ai... mas nem tudo parou, apesar do blog parar os cultos não pararam, continuo com sede de Deus e ainda muito firme na minha fé, bem, confesso que preguiçosa na volta a escrever, mas, vou voltando aos poucos.
Será que alguém sentiu minha falta? Buá, buá, buá ai ai nada como uma chantagem emocional pra voltar a rotina kkkkkkkkkkkk Fiquem com Deus!