Minha amiga Kênia (que irá no culto comigo e quem me apresentou ao Carlos) me ligou e disse que tinha notícias, ela havia falado com o Carlos. Explico: sábado (06/02 - dia da minha revelação) eu tinha ficado realmente surtada com a possibilidade de nunca mais ver o Fernando como o Carlos me disse por mensagem celular "será melhor pra mim, pra vc e pra ele", meu coração fraco e sem fé surtou e sem sabedoria alguma enviei mensagens ameaçadoras para Carlos dizendo que eu iria falar com ele de qualquer jeito (faço um parêntese - literalmente kkkk - eu não sou uma pessoa de ameaças, surtos, nunca fui aquela mulher que persegue o ser amado, que inventa jogos, manda recados etc e tals, sempre procurei ser muito racional, mas confesso que com o Carlos surtei algumas vezes para minha surpresa). O fato é que de noite, sem respostas do Carlos foi quando tudo aconteceu e tive meu momento com Deus, então penso que senão fosse a perda dos dois eu pudesse não ter tido esse momento. Na segunda-feira mandei um e-mail muito SINCERO para Carlos, relatando minha revelação e sim dizendo que ainda o amava muito e que pensava em uma reconciliação, mas que independente disso queria ver o Fernando nem que fosse uma última vez. Mandei o e-mail porque o Carlos com toda a razão não quis se encontrar comigo, mas também a essa altura eu não teria muita cara pra me encontrar com ele e achava melhor que fosse assim. Bem, os dias passaram, passaram, passou até o meu aniversário (11/02) e Carlos não fez NENHUM contato, nem dizendo se eu poderia ver o Fernando, nem sobre reconciliação. Embora meu terapeuta tenha me feito ver o "óbvio olulante", como dizia Nelson Rodrigues, de que o silêncio era a minha resposta, que eu nunca mais iria ver o Fernando e que o Carlos estava bem com a outra pessoa e que não me queria mais, o silêncio mantém em nós uma mísera esperança de que não seja isso e nos enganamos "Será que ele leu?" "Ah já sei, ele não teve tempo pra responder" ou a melhor de todas "Ele precisa de tempo pra poder refletir" e blá, blá, blá. O fato é que a Kênia me ligou e disse que tinha por acaso falado com o Carlos e que ele tinha perguntado sobre mim e dito a ela que eu precisava me tocar, que eu tinha mandado mensagens ameaçadoras, que eu tinha ido na casa dele ver o Fernando sem a permissão dele (o que é mentira ou meia verdade, antes do sábado eu quis ver o Fernando então Carlos me pediu que eu fosse lá e dissesse que eu estava lá perto e coisa e tal, mas era uma coisa combinada entre nós eu JAMAIS iria na casa dele sem a autorização dele) e que ele não gostaria que eu ficasse à disposição dele para quando ele quisesse gastar as energias dele, que era ruim porque eu era uma pessoa legal mas que ele estava tentando novamente com a ex-esposa e que estava confiante que ia dar certo, quando questionado pela Kênia sobre ele estar feliz com ela, ele apenas disse que estava confiante que ia dar certo dessa vez. Eu até imagino como ele falou isso, com "pouco caso", aquele ar de desinteressado, que tanto fez tanto faz... se fazendo de "fodão", contando meias-verdades ou mentiras criadas pra ele mesmo, quando ela falou sobre eu ser cristã, me convertido ao evangelismo e coisa e tal, ele disse que eu tinha enviado um e-mail pra ele e que ele tinha no começo duvidado, achando que era uma mentirinha para me aproximar dele, mas depois ele percebeu que era verdade. Nessa hora eu pensei "Atirei minhas pérolas aos porcos?", senti pena e raiva. Pena porque Carlos é um ser incapaz de amar e isso é triste, é muito triste. Ele não amou as esposas que teve e nem a mim, não ama ninguém, acho que nem a si mesmo, embora seja a única pessoa em quem ele realmente pense. Fiquei com raiva de mim e dele, raiva por ele usar tantas máscaras (ou ele usava comigo ou com as outras pessoas mas é impossível ele ser essas duas pessoas ao mesmo tempo) e por não ter desfrutado da minha companhia e ter me conhecido e valorizado. Não, não sou perfeita ou uma pessoa melhor que as outras, mas amei o Carlos de uma forma pura e bonita e sempre desejei e busquei o bem para ele e para os filhos dele (ele tem outros 2 filhos além do Fernando, que também amei mas não a ponto de me causar o desespero da perda). Será que ele não aprendeu nada comigo? Será que eu não consegui ajudá-lo em nada? Eu por outro lado aprendi muito com Carlos, aprendi a ser uma pessoa melhor e a amar, aprendi a diferença entre companhia e companheiro e me conheci e mais que tudo conheci a Deus. Tive raiva também de mim, por ter sido tão burra e ingênua que se quer percebi que as minhas palavras e o meu amor eram em vão, que minhas pérolas eram jogadas aos porcos.
Passado a raiva e a pena, me vi orando novamente e na minha oração (putz! Descobri que eu oro como falo, ou seja o tempo todo kkkkkkk) eu ao invés de me colerizar ou fazer a clássica pergunta "porque Deus?", como eu fazia antigamente, me vi orando pra Carlos, pedindo a Deus que tocasse o coração dele para o amor e que permitisse que ele vivesse um amor tão lindo e puro quanto o que eu senti por ele, que ele amasse alguém tanto quanto eu o amo e que ele pudesse amar o filho dele tanto quanto eu amo, me vi pedindo a Deus proteção para a pessoa que está com Carlos hoje e compreendi melhor algumas atitudes por ela tomada no passado, orei para mim também, pedi que isso não deixasse meu coração amargurado como das outras vezes em que vivi desilusões amorosas e que Deus pudesse me dar a graça de amar e ser amada um dia, que eu pudesse encontrar alguém que me amasse como eu amo o Carlos e que pudéssemos ser felizes de verdade, que Deus tivesse piedade de mim e me concedesse essa graça não por merecimento mas por misericórdia. Descobri com a minha oração que pensamento positivo é algo que só existe na fé em Deus, que ver o melhor em tudo só existe na fé em Deus, que desejar o bem seja lá em que situação só existe na fé em Deus. Já li muitos livros sobre pensamento positivo, mudança de vida através da mudança da sua mente, que a paz só se encontra quando desejamos o bem, mas NUNCA consegui fazê-lo sem a fé em Deus, sem que fosse um exercício para mim, algo forçado e não algo que brota espontâneo, do fundo do seu coração, maior que a minha razão. Só consegui isso agora na minha fé em um Deus, finalmente sinto a única e verdadeira paz.
Voltando as pérolas e aos porcos... hoje de manhã conheci uma música que me ajudou a manter minha fé agora depois do telefonema da Kênia, gosto de imaginar que Deus me mostrou essa música, mas o fato é que entrei no youtube e descobri ela, ouça, fala sobre amar mesmo quando dá errado, amar sempre e sonhar sempre http://www.youtube.com/watch?v=Yz5VovJ4fo8 . Mas como nem tudo são maravilhas no país da Alice fica um alerta e uma reflexão, cuidado para quem abrimos nosso coração. O alerta não é meu é do Caio Fábio, de quem Carlos me falou uma vez, Kênia me lembrou dele e tenho lido algumas coisas dele, leia vc também. http://www.caiofabio.com/2009/conteudo.asp?codigo=03661
Fiquem todos com Deus e até a próxima.
Tive uma experiência de conversão e sinto minha fé renovada. Esse blog não pretende: convencer ninguém a nada; converter ninguém a religião alguma. Não leia se vc acredita que só existe o seu Deus ou se vc só acredita na sua religião. Leia: quem assim como eu tenha decidido mudar de religião e que esteja assustada e com dúvida. Mas, esse blog serve de fato para que eu possa registrar meu caminho ao longo do ano de 2010 e para que eu possa observar o que aconteceu comigo e com a minha fé.
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