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Tive uma experiência de conversão e sinto minha fé renovada. Esse blog não pretende: convencer ninguém a nada; converter ninguém a religião alguma. Não leia se vc acredita que só existe o seu Deus ou se vc só acredita na sua religião. Leia: quem assim como eu tenha decidido mudar de religião e que esteja assustada e com dúvida. Mas, esse blog serve de fato para que eu possa registrar meu caminho ao longo do ano de 2010 e para que eu possa observar o que aconteceu comigo e com a minha fé.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Como tudo aconteceu

Once upon a time (Era uma vez)...... uma criança que foi batizada ainda pequena, essa criança tem uma família muito religiosa, aliás, uma graaaaaaaaande família muito religiosa, pois bem, muita coisa aconteceu com essa garotinha, muita coisa mesmo, mas com 30 e poucos anos ela tem hoje 2 filhas lindas lindas lindas e 2 casamentos fracassados, e apesar dela não perceber ela estava sem fé. Pior, sem fé e com muito sexo casual, drogas, falta de amor próprio etc etc etc. Bem, nada como Cristiane F. ou coisa parecida mas muito parecido com muita gente normal que acorda, leva as filhas pra escola, almoça, trabalha e de noite vai encontrar com amigas em bares, bebe, fuma, fala palavrão e tem vários casos amorosos que nunca levam a lugar algum.
Um dia, um belo dia, essa garotinha crescida conheceu Carlos e ao contrário dela Carlos era de outra religião e com bastante fé. Essa garotinha sou eu, Alice. Carlos e eu nunca conversamos sobre Deus ou religião mas um dia Carlos orou comigo nos braços, e embora nunca tenha contado a ele nunca me senti tão protegida e comecei a orar a partir daquele dia, uma oração tímida, fraca, sem muita ou quase nenhuma fé, uma coisa "Deus olhe pra mim, pras minhas filhas, desça seu manto de glória amém", mas não rezava mais e para quem me entende faz muita diferença... Bem, perdi Carlos para outra pessoa. Essa é uma história longa e complicada e só ela daria um blog de páginas infindas e milhares de seguidoras com seus relatos, apoio, compreensão etc e tals, mas para resumir minha insegurança em não ser amada, medo de sofrer e minha ENORME burrice fizeram com que eu perdesse o Carlos. Bem, Carlos tem um filho pré-adolescente, Fernando, e embora o convívio tenha sido de alguns meses eu o amei desde o primeiro instante que o vi. É possível amar uma criança como filho mesmo ele não sendo seu filho? Sim, é possível. Bem, meu terapeuta acredita que trata-se de uma projeção, que eu visualizo minha infância nele etc etc mas se tem uma coisa que aprendi é que amor se ama e não se questiona, caso contrário a gente nunca ama nada nem ninguém porque amor se sente e não se argumenta. Então, digo que amo esse garoto e amo de verdade. Com Carlos perdi também o Fernando e no dia que percebi isso tive um surto geral, chorei copiosamente e no meio da minha tristeza fui escrever uma carta para Carlos e comecei pedindo perdão por não ser uma pessoa melhor e quando dei por mim estava de joelhos, com o rosto no chão chorando, sentindo todo o peso dos meus até então "pecadinhos normais" e pedindo perdão e misericórdia a Deus e sentindo o seu perdão inesgotável e a sua presença. Foi muito forte e passei a noite inteira orando, o mesmo ocorreu na noite de domingo para segunda. Então caros, para encontrar Deus eu tive que perder aquele que me ensinou a orar e seu filho. Essa perda é muito, inesgotavelmente triste e sofrida para mim e não tenha dia, hora, segundo que não deseje estar com eles novamente, mas isso também é outro capítulo e certamente daria outro blog, por hora só posso orar para ambos e desejar do fundo da minha alma felicidades e bênçãos para todos nós. Fará uma semana, da que eu chamo de revelação, amanhã e desde então não paro de orar e de sentir Deus e sua presença. Ao mesmo tempo, é assustador e dá medo porque de agora em diante terei outra vida, não é apenas o encontro com a minha fé, é o encontro comigo mesma, é perceber que eu tinha uma vida vazia e me sentia só e era tudo falta de Deus. Foi aí que pensei em frequentar uma igreja já que tenho a minha fé renovada, acredito que para mantê-la preciso de uma igreja, mas que igreja procurar? Bem meus caros, não é fácil mudar de religião, ao contrário de uma igreja católica que possui o mesmo culto, uma igreja evangélica é diferente...bem diferente...então o que fazer? Orar. Orei, orei pedindo a Deus que me mostrasse sua casa e depois de pesquisar um pouco optei por uma igreja. Domingo agora vou ao meu primeiro culto e me sinto feliz, ansiosa e nervosa. Vou com uma amiga que tem sido maravilhosa, ela foi quem me apresentou pro Carlos e é da mesma igreja dele. Ela vai comigo e tem me escutado e me apoiado. Bem, não tenho Internet em casa e ufa! Termino por aqui. Segunda conto como foi meu primeiro culto.

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