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Tive uma experiência de conversão e sinto minha fé renovada. Esse blog não pretende: convencer ninguém a nada; converter ninguém a religião alguma. Não leia se vc acredita que só existe o seu Deus ou se vc só acredita na sua religião. Leia: quem assim como eu tenha decidido mudar de religião e que esteja assustada e com dúvida. Mas, esse blog serve de fato para que eu possa registrar meu caminho ao longo do ano de 2010 e para que eu possa observar o que aconteceu comigo e com a minha fé.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O mal que tiver que vir que vire um bem

Minha mãe sempre fala a frase que é o título desse post “O mal que tiver que vir que vire um bem” eu nunca tinha entendido essa frase, até hoje.
Há 3 anos, vou repetir HÁ TRÊS ANOS luto na justiça pela guarda das minhas filhas, meu ex-marido entrou em 2007 na justiça, em regime litigioso, com: pedido de divórcio; guarda das nossas filhas; pensão alimentícia (uma vez ele tendo a guarda) e o pagamento de uma dívida que ele alegava que tínhamos quando nos separamos. Na época recebi a notícia como uma bomba, estávamos já separados há 2 anos e não havia possibilidade de reconciliação, mas, sinceramente, não imaginava receber uma intimação dessa natureza. Confesso que eu não era a melhor mãe do mundo nessa época, mas, a possibilidade de ficar sem minhas filhas detonou um processo desesperador dentro de mim e eu quis muito ser uma mãe melhor. No começo a pressão era tão grande que cheguei sim a pensar em entrega-las para o pai. Escutem bem, apesar de todo o mundo dizer que é muito difícil uma mãe perder a guarda de suas filhas se vc é mãe sabe que só a possibilidade disso já é aterrorizante, na primeira audiência fui tratada muito mal e pouco consegui me defender, ali qualquer coisa que me falassem seria apenas consolo e nem um pouco real aos meus olhos. Saí de lá com o encaminhamento para o serviço social, vcs sabem o que é isso? A grosso modo são pessoas que vão avaliar se vc é uma boa mãe, eles podem ir na sua casa, podem investigar sua vida, podem quase tudo. No meu caso graças a Deus foi leve, com 2 reuniões, uma delas com a presença das pitucas, as psicossociais já tinham o relatório delas e com isso foi marcada a segunda audiência. Na segunda audiência fiquei mais calma porque a juíza deu a entender que a guarda era minha, ou seja, ela disse que havia uma recomendação do serviço social de que as pitucas ficassem com a mãe, mas veja... a Juíza é soberana, a palavra final é dela.
Hoje recebi do meu advogado a notícia da sentença, venci! O resumo da sentença é:
a) decretar o divorcio do casal;
b) conceder a genitora a guarda das filhas menores;
c) estabelecer o regime de convivência do pai com as menores nos moldes estipulados na fundamentação desta sentença;
d) confirmar a decisão antecipatória de tutela de fl. 107 e condenar o requerente a prestar alimentos as suas filhas
e) partilhar os direitos sobre o veiculo xxxx, cabendo ao autor pagar a requerida metade das prestações quitadas enquanto casados, corrigidas monetariamente a partir dos respectivos desembolsos.
Nessa hora lembrei-me do culto da pastora Sandra Faraj, ainda não consegui postar esse culto, ele foi no dia 20/05 no encerramento da campanha da fé do impossível e ela falou sobre libertação da incredulidade – prometo que vou postar esse culto, esse e outros 5 cultos estão guardados esperando para serem postados e fervendo dentro de mim – durante o culto ela disse “haverá vitórias na justiça, eu vejo vitórias nos tribunais”, gente, nessa hora eu pedi com toda força que essa fosse a minha vitória, eu desejei, eu pedi, eu cri, eu recebi essa palavra de Deus para mim. A sentença foi publicada dia 21/05, um dia após o culto.
No domingo passado o pastor falou sobre vitória com dupla honra, vejam o resultado da ação movida contra mim. Minhas filhas passaram a receber pensão (que não recebiam), Deus me deu a possibilidade de me casar novamente e ter um novo começo (estou divorciada), foi estabelecida a visita do pai (que por um período foi bastante irregular) e eu nem lembrava que tinha direito a parte do carro que hoje se encontra com o meu ex-marido. Sobre a possível dívida, não aparece no resumo da sentença e possivelmente não foi reconhecida pela juíza e sim, o mais importante, a guarda das minhas filhas é minha. Porém, a maior vitória que consegui foi passar a ser uma mãe maravilhosa, ser uma mãe que eu sempre sonhei em ser e não era. Com o processo pude visualizar como podia melhorar e melhorei e não uso de falsa modéstia nesse caso, porque sei que sou uma mãe maravilhosa, sou uma mãe abençoada que ama e respeita imensamente suas filhas e agora tenho isso atestado pela justiça dos homens, meu ex-marido não pode recorrer a essa decisão. Não tenho mágoas, nem rancor, nem raiva do meu ex-marido, desejo imensamente a felicidade dele e oro para que ele seja abençoado por Deus, já oro por ele mesmo antes de sair a sentença. Tivemos momentos bons mas infelizmente apenas os ruins ficaram.
Apesar de tudo, não bati no peito e dei brados de vitória, não cerrei os punhos e soquei o ar, não gritei e nem rangi meus dentes, é uma vitória triste, fruto de uma época sem Deus, uma vitória desnecessária, sem propósito.
Deus é fiel, e justo, e carinhoso, e amoroso, Ele cuida de nós, Ele nos veste com seu manto de vitória, mesmo que não seja uma vitória feliz ela não deixa de ser grandiosa. Emocionei-me muito com a sentença e sei que devo ela a Deus. OBRIGADA DEUS, OBRIGADA DEUS, OBRIGADA DEUS.

Um comentário:

Unknown disse...

LINDONAAA ESSE TEXTO ALEGROU O MEU DIA!!! UM GRANDE BEIJO E SEMPRE A VITÓRIA SERÁ DAQULES QUE AMAM A DEUS!